


Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com
A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.
8.fevereiro.2010
Evento discutirá a listagem de ADRs no OTCQX, nível máximo de negociação no mercado de balcão nos Estados Unidos, e as estratégias para alcançar uma base global de investidores
São Paulo, 5 de fevereiro de 2010 – A MZ-CCG, empresa de consultoria líder global em serviços integrados de relações com investidores, tecnologia, comunicação corporativa e serviços financeiros, realiza em São Paulo, no próximo dia 9 de fevereiro, um seminário para companhias brasileiras e latino-americanas, a fim de discutir tendências globais dos mercados de capitais e estratégias para acessar investidores individuais e institucionais dos Estados Unidos, Ásia e Europa.
Os tópicos de discussão incluem o papel do banco depositário de ADRs (certificados de depósitos de ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos), opções para captação de recursos, benefícios de uma listagem no OTCQX, nível máximo de negociação no mercado de balcão nos Estados Unidos, e as estratégias para tornar os papéis brasileiros e sul-americanos mais acessíveis e conhecidos para os investidores globais que desejem participar do enorme potencial econômico da região.
“Em vista do apetite global por recursos, da melhora nas perspectivas econômicas para a América do Sul e da projeção que o Brasil ganhou com a indicação para as Olimpíadas de 2016, o interesse nas histórias de crescimento do Brasil e da região está em alta. No entanto, a maioria dos investidores nos EUA e na Ásia conhece apenas algumas das maiores empresas da região. Agora é o momento de as melhores empresas brasileiras considerarem a possibilidade de ampliar suas exposições aos investidores americanos e explorar os imensos recursos de capital disponível na Ásia”, diz Crocker Coulson, presidente da CCG Investor Relations.
“Como a maior firma de relações com investidores na América Latina, a MZ trabalha no sentido de levar até os investidores as convincentes histórias de investimento de empresas com administrações sólidas e perspectivas atraentes de crescimento”, afirma Rodolfo Zabisky, CEO da MZ Consult. “Este seminário fornecerá um mapeamento para as empresas que queiram adotar uma abordagem realmente estratégica e global para ter acesso ao capital e administrar sua base de acionistas. O OTCQX oferece uma excelente plataforma para essas empresas aumentarem sua exposição a investidores americanos individuais e institucionais e construírem uma marca global de maneira econômica e eficiente.”
O OTCQX propicia às empresas internacionais uma listagem cruzada visível nos EUA na primeira categoria de negociação no mercado de balcão, sem os fardos regulatórios das listagens tradicionais em uma bolsa de valores americana. As empresas brasileiras atualmente listadas no mercado OTCQX incluem a Lupatech S.A., a MRV Engenharia e Participações S.A. e a JBS S.A. Apenas seis meses após ter listado seus ADRs no OTCQX, a JBS S.A. teve um aumento no volume de negociações de 547%, comparado a um crescimento modesto nas negociações em sua bolsa doméstica.
Agenda do Evento
• Comentários iniciais: Rodolfo Zabisky, CEO da MZ Consult
• Aumentando a visibilidade junto a investidores dos EUA por meio de uma listagem de ADRs no OTCQX: Crocker Coulson, Presidente, CCG Investor Relations
• O papel do banco depositário: listagens de ADRs: Curtis Smith, The Bank of New York Mellon
• Exigências legais para a listagem de ADRs de Nível I: Andrew Jánszky, Sócio, Shearman & Sterling LLP
• Acessando os investidores individuais e institucionais dos EUA e da China: inteligência de mercado e estratégia de mídia: Crocker Coulson, Presidente, CCG Investor Relations
• Q & A
Detalhes do Evento:
Data: 9 de fevereiro de 2010, das 9h às 12h
Inscrições: As inscrições e o café de boas vindas começam às 8:30
Local: Hotel Renaissance, Alameda Santos, 2233, São Paulo
Informações sobre o Evento e Imprensa:
Telefone: 55 11 3529-3601/3800
E-mail: imprensa@mz-ir.com
Sobre a MZ-CCG:
A MZ-CCG é uma joint venture entre a MZ Consult, consultoria líder global em serviços de relações com investidores, tecnologia, serviços financeiros e comunicação integrada, e a CCG Investor Relations, também uma consultoria líder em relações com investidores e comunicação estratégica. Juntas, as duas empresas atendem mais de 300 clientes em múltiplos mercados de capitais. Seus serviços incluem: estruturação de empresas para IPOs; planejamento e implementação de programas globais de relações com investidores; treinamento; inteligência de mercado (criação de valor, análise setorial, targeting de investidores e gerenciamento da base e das expectativas dos acionistas); consultoria em comunicação corporativa e financeira. Os serviços também incluem três programas inovadores e exclusivos no mundo todo: IR Global Rankings (www.irglobalrankings.com), Divulgação Exemplar (www.exemplarydisclosure.com) e Assembleias Online (www.onlinegeneralmeetings.com).
Para mais informações sobre a MZ Consult, visite o website www.mz-ir.com.
Para mais informações sobre a CCG Investor Relations, visite os websites www.ccgir.com e www.ccgirasia.com.
29.janeiro.2010
Hoje, vemos muitas companhias, que durante a crise financeira que assolou o planeta, cortaram drasticamente seus gastos, novamente analisando propostas de novos investimentos na produção, visando atender o crescimento da demanda, esperado em 2010.
Com a melhora na perspectiva macroeconômica e o conseqüente aumento da oferta de capital circulando no mercado, financiar estes investimentos através de equity também volta a ser uma opção atrativa.
Muito provavelmente não veremos em 2010 um boom de IPOs como vimos em 2007, mas devemos ter um aumento considerável deste tipo de operação, principalmente se compararmos ao ano passado em que tivemos 6 IPOs somente.
O problema é que uma vez tomada a decisão de abrir o capital, muitas empresas ficam um tanto perdidas sobre quais seriam as primeiras medidas a seguir para concretizar esse plano.
Abrir o capital é muito mais do que uma alternativa de investimento, em alguns casos envolve mudanças enormes, que atingirão todos os níveis da empresa que passa a ter novas responsabilidades e deveres com todos seus stakeholders.
Além das obrigações legais e de se adequar as melhores práticas de governança corporativa, a empresa passa a prestar contas de suas atividades e deve comunicar sua história de investimento (porque investir na minha empresa e porque agora?) a seus acionistas atuais e potenciais, analistas de sellside, formadores de opinião dos investidores institucionais e, através de uma assessoria de imprensa financeira, aos jornalistas, formadores de opinião do varejo.
Acessar o mercado sem estar totalmente preparado para esta grande mudança organizacional certamente trará problemas a empresa.
O primeiro passo para abrir o capital é criar as estruturas internas para isso, ou seja, investir na governança corporativa da empresa.
As diretrizes básicas já são dadas pelas próprias exigências do Novo Mercado, que elevaram o padrão de governança no mercado e foram recentemente melhoradas, com a publicação das instruções 480 e 481, pela CVM, que buscam, entre outros objetivos, criar mecanismos para aumentar o disclosure de informações e incentivar a participação dos acionistas nas assembléias gerais das empresas.
Adicionalmente, existem mudanças nos estatutos que precisam ser feitas e demandam algum tempo para serem aprovadas e implementadas em reuniões de acionistas.
Mais importante do que isso, é preciso adotar uma cultura de profissionalização e prestação de contas que pode ser um desafio para uma companhia, principalmente uma companhia familiar. Muitas vezes, após analisar algumas das mudanças sugeridas na estrutura de controle e na composição acionária, a família controladora pode inclusive desistir de seguir em frente com a operação.
Em segundo lugar, é preciso ter uma contabilidade de excelente padrão. A maioria das companhias fechadas mantém uma contabilidade mínima, apenas voltada para o pagamento de impostos.
Para ir à mercado, os controles precisam ser significativamente melhorados, garantindo não apenas números confiáveis, mas também sólidas análises gerenciais.
Indo além, não devemos desprezar o fato que muitos setores da economia brasileira são absolutamente informais e criar mecanismos para contabilizar corretamente todas as suas atividades é um fator sine qua non para que a empresa obtenha um parecer favorável dos auditores e consiga listar e cumprir com suas obrigações com o mercado.
A partir desse ponto, já é possível determinar o quanto vale a companhia e qual será a participação que será colocada no mercado. Naturalmente, a companhia já imaginava quanto ela valia antes de começar todo o processo, mas é preciso fazer uma verificação da realidade com os novos controles contábeis, inclusive com potenciais impactos sobre a tributação devido à alteração tributária para abrir o capital ou apenas a regularização de pendências fiscais.
Essa avaliação também é crítica por um outro fator: a maior parte dos fundos exige uma liquidez mínima para comprar uma ação e estima-se que o valor mínimo de uma operação para que se atinja esta liquidez, seja de aproximadamente R$ 300 milhões. Ou seja, uma companhia que vale R$1,5 bilhão pode optar por vender “apenas” 20% de suas ações, uma companhia que vale R$ 600 milhões precisa abrir mão de 50% de seu capital e uma de R$ 375 milhões precisaria colocar 80% de suas ações no mercado.
Em resumo, a avaliação da companhia pode determinar que, após a abertura, o controle fique com o mercado e não com o antigo controlador. Por isso, não seria surpresa se o controlador, em um caso desses, mudasse a sua orientação e buscasse um financiamento através de uma emissão de dívida.
Finalmente, é muito importante estar preparado para atender às dúvidas e as necessidades dos bancos e advogados que estarão envolvidos na operação. Para realizar bem essas tarefas, é preciso fazer um levantamento detalhado de documentos e contratos relevantes e a preparação do management para o processo de due dilligence.
A abertura de capital pode ser muito benéfica e por vezes até essencial para uma companhia, mas é um processo longo e complexo, principalmente para aquelas de origem familiar e que não estão completamente profissionalizadas. Acertar esses procedimentos são o primeiro passo para uma operação bem sucedida.
15.janeiro.2010
A CVM divulgou, no dia 17/12/2009, a Instrução CVM nº 481/09 que regulamenta os pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto nas assembléias de companhias abertas e as informações que as companhias devem fornecer aos acionistas antes das assembléias.
A Instrução entrou em vigor em 1º de janeiro de 2010.
Visando a aumentar a transparência do processo decisório das companhias, a Instrução exige que certas informações e documentos sejam fornecidos aos acionistas antes das assembléias gerais, tais como currículo de candidatos a cargos na administração, proposta de remuneração de administradores e comentários sobre as demonstrações financeiras.
Além disso, as matérias a serem deliberadas nas Assembléias devem ser expressamente enumeradas na convocação, não se admitindo discussão com a rubrica “assuntos gerais”.
A Instrução também delibera sobre as regras dos pedidos de procuração pública, que serão utilizados tanto pelo management, em casos de deliberações que necessitem de um quorum maior, quanto por acionistas com mais de 0,5% do capital social da companhia, quando estes quiserem propor, por exemplo, um candidato independente para o conselho de administração.
A minuta traz ainda as hipóteses em que o pedido de procuração pode ser considerado público:
a) quando utiliza meios públicos de comunicação como televisão, rádio, revistas, jornais e websites ;
b) quando se dirige a mais de cinco acionistas, se promovido, direta ou indiretamente, pela administração ou por acionista controlador;
c) quando se dirige a mais de 10 acionistas, se promovido por um fundo por exemplo.
As procurações públicas funcionam da seguinte forma:
A empresa ou o acionista com 0,5% ou mais do capital social da empresa, deverão nomear um advogado que representarão, via procuração, todos os acionistas que votarem “sim”, outro para os que votarem “não” e um terceiro para os que se absterem de votar em todas as propostas do pedido.
Estas procurações acompanhadas de todas as informações relevantes para a votação (informações estas descritas na Instrução) devem ser encaminhadas a todos os acionistas com direito a voto, seja por correio, seja utilizando um sistema que permita a utilização de procurações por meios eletrônicos, como o Assembléias On Line da MZ, seja por publicações em jornal.
Além disso, as empresas que não optarem por instituir um sistema eletrônico de procurações deverão arcar com os custos de pedidos públicos de procuração (impressão e envio de cartas e procurações a todos os acionistas, publicações em jornal) promovidos por acionistas detentores de 0,5% ou mais do capital social da empresa (100% dos custos caso a proposta seja aprovada e no mínimo 50% caso não seja).
As empresas que optarem por ter um sistema de procurações eletrônico que permita à seus acionistas “votar” pela internet, não precisarão arcar com estes custos, pois deverão permitir que estes acionistas com 0,5% ou mais do capital social da empresa, utilizem este sistema para fazer suas propostas.
Ou seja, utilizar um sistema que permita a utilização de procurações eletrônicas para realizar as Assembléias Gerais das empresas, além de uma boa prática de governança, visto que facilita a participação dos acionistas nas decisões das empresas e de facilitar a vida dos advogados das empresas, nos dias das assembléias, pois diminuí a papelada que precisam controlar, pode economizar um bom dinheiro as mesmas, nos casos de pedidos de procuração pública, sejam os efetuados por acionistas, sejam os feitos pelas empresas em procura de quorum para aprovar suas deliberações.
8.janeiro.2010
O fundo JBVC I capitaliza a MZ por meio de uma emissão primária de ações, fica com uma participação de 32% no capital social da Companhia e participará ativamente dos seus programas de crescimento (nacional e internacional) e de criação de valor aos acionistas.
São Paulo, 5 de janeiro de 2010 – A MZ Consult Participações S.A. (“MZ” ou “Companhia”), empresa líder na América Latina em consultoria e serviços de relações com investidores (“RI”), tecnologia aplicada, serviços financeiros, governança corporativa e comunicação integrada, anuncia hoje a conclusão bem sucedida de seu processo de capitalização, por meio da subscrição de novas ações pelo fundo de investimento em private equity JBVC I. O fundo é administrado pela gestora independente de recursos Jardim Botânico Investimentos.
Esse processo contemplou reorganizações societária, acionária e operacional da MZ ao longo dos últimos cinco meses, inclusive com a criação de uma S.A., e foi encerrado em 30/12/09 com a emissão primária de ações e a entrada dos recursos no caixa da Companhia. A MZ Consult Participações S.A. possui 100% das empresas MZ Consult Serviços e Negócios Ltda. e Assembleias Online Ltda. no Brasil, assim como das empresas MZ Holdings Inc. (Delaware) e MZ Consult NY LLC (Nova Iorque) nos Estados Unidos. O JBVC I ficou com uma participação de 32% no capital social da MZ. A Companhia tem compromisso de listar ações na BM&FBovespa em até quatro anos.
Para Rodolfo Zabisky, CEO da MZ, “trata-se de um passo extremamente importante dentro do nosso processo contínuo de profissionalização e de busca pela superação de maiores desafios – ser a empresa líder em RI e tecnologia aplicada nos mercados emergentes, solidamente estruturada para capitalizar com o novo ciclo de crescimento no mercado de capitais dessas regiões. Os recursos provenientes da capitalização serão integralmente utilizados em operações de fusão e aquisição (“M&A”), as quais já poderão acontecer neste primeiro trimestre de 2010. Adicionalmente à retomada dos processos de IPO na América Latina e ao interesse crescente das empresas em melhor transmitir seus diferenciais de valor a investidores de equity e/ou dívida, a consolidação de importantes serviços tecnológicos em 2010, como o Portal de Governança Corporativa e o exclusivo Assembleias Online, adicionalmente ao lançamento do ERP-RI da MZ (gestão de valor e gestão de riscos empresariais para Conselhos de Administração), também contribuirão para o fortalecimento do nosso crescimento orgânico”.
O controle da Companhia (68%) permanece nas mãos de 28 sócios-executivos responsáveis pela gestão operacional, agora ainda mais alinhados e comprometidos com a satisfação dos clientes e a criação de valor aos acionistas. Dentre esses sócios-executivos encontra-se Ricardo Eguchi, recentemente contratado para assumir a diretoria financeiro-administrativa da MZ, após passagens por Terex Latin America, Bayer Cropscience e Carrefour. A governança corporativa da MZ ganha também um significativo impulso, com a nomeação do José Luiz Osorio para o Conselho de Administração. Osorio é atual membro do conselho consultivo do centro de governança corporativa e desempenho da Yale University, tendo ocupado posições executivas nos bancos Lehman Brothers, Banco Icatu, Banco Garantia e Bank Boston, além de ter atuado como presidente da CVM (2000-2002) e diretor-superintendente da BNDESPar (1999).
“Estamos muito entusiasmados com o modelo de negócios da MZ e suas perspectivas de crescimento, tanto orgânico quanto por meio de aquisições. Além disso, o potencial para replicar este modelo em outros mercados emergentes é muito promissor. Acreditamos que a combinação de um modelo de negócios vencedor com uma equipe altamente focada e motivada, aliada a uma governança disciplinada do crescimento constitui uma receita para investimentos com elevado potencial de retorno”, afirmou José Luiz Osorio, sócio fundador da JBI e conselheiro recém empossado na MZ.
Em 19/12/09 a MZ já havia anunciado a criação de uma joint venture (“MZ-CCG Global”) com a CCG Investor Relations (empresa com 30 anos de mercado – EUA e China – e 50% do tamanho da MZ). Essa parceria estratégica nasceu com uma sólida base de mais de 300 clientes em 20 países, e presença local em importantes centros de investimento como Nova Iorque, São Paulo, Los Angeles, São Francisco, Pequim, Xangai, Hong Kong, Tel Aviv e Frankfurt. Com a MZ-CCG Global, novos serviços passam a ser oferecidos aos atuais clientes da Companhia na América Latina. A MZ também oferece sua exclusiva plataforma integrada de tecnologia, base de dados e consultoria para os clientes da CCG Investor Relations localizados nos Estados Unidos, na China e em Israel.
Para mais informações: Juliana Almeida, MZ Media Relations, telefone (11) 3529-3601 e e-mail imprensa@mz-ir.com.
Sobre a MZ Consult: A MZ Consult Participações S.A. (www.mz-ir.com) é a empresa líder na América Latina em consultoria e serviços de relações com investidores, tecnologia aplicada, serviços financeiros, governança corporativa e comunicação integrada. Fundada em 1999, a MZ revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. Com escritórios em Nova Iorque e São Paulo, a MZ atende atualmente mais de 290 clientes, em seis países. Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (IPOs); planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores; treinamento; inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, mapeamento de investidores e administração de expectativas e de base acionária); estratégias e implantação de governança corporativa; programas de comunicação corporativa integrada e assessoria de imprensa. A MZ também disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos em todo o mundo: IR Global Rankings™ (www.irglobalrankings.com), Divulgação Exemplar™ (www.divulgacaoexemplar.com.br) e Assembleias Online™ (www.assembleiasonline.com.br).
Sobre o Jardim Botânico Investimentos: A JBI (www.jbinvest.com.br) é uma gestora independente de recursos. Fundada em 2003, a JBI busca obter rentabilidade superior no longo prazo por meio do investimento em empresas que tenham boas perspectivas de performance econômica e que se destaquem por boas práticas de governança corporativa. Por meio do JBVC I, a JBI investe em empresas que possuam uma combinação das seguintes características: (i) modelo de negócio escalável; (ii) alinhamento de interesses dos sócios e executivos com os objetivos do fundo; e (iii) capacidade de execução, disciplina financeira e criação de valor. Os cotistas do JBVC I são: Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social), Funcef (Fundação dos Economiários Federais), Postalis (Instituto de Securidade Social dos Correios e Telégrafos), Banco do Brasil Banco de Investimento, FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e gestores/investidor privado.
18.dezembro.2009
Em muitos casos, os administradores de uma companhia aberta podem ser representantes de todo um setor, seja-o formalmente – como presidente ou diretor da associação de companhias do setor – ou informalmente – dado o tamanho de uma companhia, a sua opinião pode ter um peso importante, independente de representar fielmente a opinião do setor ou não.
Dessa maneira, esses administradores não podem se furtar a exercer seus papéis como representantes de classe junto às partes interessadas, sejam essas partes o corpo de funcionários, o governo ou clientes. No entanto, essas funções podem ter um impacto negativo sobre a atividade de relações com investidores se não for bem gerenciado.
Por exemplo, um diretor de uma companhia aberta pode apresentar sua opinião sobre o impacto de uma nova regulamentação do governo sobre o setor. O problema é que se ele disser uma frase alarmista como “essa medida é um desastre e vai acabar com o setor no Brasil”, não se pode ignorar que isso terá um reflexo imediato nas ações da companhia.
Em uma situação dessas, dois resultados são possíveis. Um é que a companhia precise desmentir seu próprio representante, o que desmoralizaria a companhia junto aos investidores e prejudicaria seu relacionamento futuro com o governo.
No outro cenário, a companhia pode se ver obrigada a confirmar a declaração possivelmente sem a preparação prévia que seria aconselhável. De qualquer maneira, adicionou-se volatilidade e informação assimétrica às negociações com a ação da companhia.
Naturalmente, o oposto também é igualmente válido, as informações passadas pela área de relações com investidores também podem prejudicar as demais áreas da companhia.
Por exemplo, uma companhia pode anunciar no release de resultados que pretende reduzir custos, fechar fábricas e cortar o quadro de funcionários em 20% ao longo do ano. No dia seguinte, encontram o sindicato em pé de guerra na porta da companhia, organizando uma greve.
Como gerenciar essas questões para evitar que declarações de uma parte da companhia gerem crises com outra?
Em primeiro lugar, é importante ser claro e evitar exageros. Não raro, as pessoas tendem a amplificar os fatos para ter uma posição mais forte em uma negociação. Só que, ser desmentido pelos fatos depois, só vai resultar em uma posição pior do que a anterior.
Por exemplo, uma área comercial que esteja negociando preços dizendo que os resultados da companhia estão fracos será sempre desmentida na próxima divulgação de resultados, talvez de forma humilhante como um título “companhia alcança lucro recorde”. Melhor então se basear em alguma informação objetiva e real. Por exemplo, a companhia pode ter uma meta interna de redução de custos, essa sim provavelmente confirmada pelo release de resultados e até pelo corte de custos de outras áreas da companhia.
Da mesma forma, anunciar algo como sendo um “desastre” para a companhia ou, no lado oposto, mostrar-se excessivamente otimista pode levantar ou derrubar o preço da ação, o que, sem uma base sólida, vai minando a credibilidade da companhia.
Se algum evento pode ter um impacto sobre os resultados da companhia, é necessário que seja quantificado esse impacto e apresentado de forma homogênea para o mercado e para a imprensa, sem criar exageros que possam comprometer a companhia no futuro.
A integração da comunicação financeira entre a área de imprensa e a de relações com investidores, contando principalmente com a conscientização dos representantes da companhia no que pode ou não ser dito, é vital para o sucesso da companhia no longo prazo.
Uma forma interessante de fazer isso acontecer é gerar um pequeno manual para cada diretor e gerente sênior com que tipo de informações ele pode passar para a imprensa.
Da mesma forma, os representantes da companhia também precisam ser informados sobre qual a posição oficial da companhia sobre determinados itens-chave como as perspectivas de crescimento e lucratividade da empresa.
Finalmente, é preciso criar uma postura pró-ativa em que eles também tragam assuntos específicos de sua alçada para serem avaliados e após a elaboração de um posicionamento formal da companhia sobre esses assuntos, que os demais representantes adotem essas posições.
11.dezembro.2009
A CVM divulgou dia 7/12/2009, a Instrução CVM nº 480, que estabelece as regras de registro de emissores de valores mobiliários admitidos à negociação em mercados regulamentados, bem como o regime informacional a que tais emissores estão sujeitos. A Instrução entra em vigor em 1º de janeiro de 2010.
Abaixo algumas das mudanças mais significativas (clique aqui para ver a integra da instrução):
01) A CVM cria dois tipos de categoria de emissor de valores imobiliários:
a) Categoria A – Quem estiver nessa categoria, pode emitir qualquer título de valores mobiliários, mas tem algumas obrigações a mais que falo abaixo.
b) Categoria B – Quem estiver nessa categoria esta autorizado a emitir qualquer título, menos ações, certificados de depósitos de ações e valores mobiliários que confiram o direito de adquirir ações (por exemplo, uma debênture conversível em ações).
Em suma, teremos empresas abertas que poderão emitir ações e empresas abertas que não. As exigências para registro, cancelamento e suspensão serão obviamente diferentes, e as exigências de informação, também variarão dependendo da categoria. Para que isso? Para que uma empresa que, por exemplo, só precise emitir dívida, se registre na categoria B, bem mais rápido, e não precise cumprir todas as exigências de quem estiver na categoria A.
02) O emissor da categoria A e B deverão manter as informações periódicas e eventuais previstas na legislação, em sua sede por um período de 3 anos. Além disso, emissores da categoria A, deverão manter as informações referidas em sua página na internet por 3 anos, contados da data de divulgação. Isso é facultativo até o dia 31 de 2010. Depois disso, todo mundo que tenha ações (categoria A), vai precisar ter no mínimo um site com uma seção “CVM filings”.
03) Emissores estrangeiros (BDRs) - os critérios para a identificação do emissor estrangeiro levam em consideração, além do local da sede, a quantidade de ativos pertencentes ao emissor no exterior, ao invés do local de origem das receitas do emissor.
04) A Instrução adota um modelo em que as informações referentes ao emissor são reunidas em um único documento atualizado regularmente, o Formulário de Referência. Ao realizar uma oferta pública de distribuição de valores mobiliários, o emissor pode elaborar somente um documento suplementar que contém informações sobre o valor mobiliário ofertado e as características e condições da oferta. O conjunto desses dois documentos deverá fornecer ao investidor todas as informações de um prospecto convencional.
Ou seja, o Formulário de referência (no anexo está o modelo ) substitui o IAN e é quase como um prospecto permanente. Quando a empresa for fazer uma oferta, ao invés de montar um prospecto completo, basicamente irá dizer o que pretende fazer com o dinheiro e condições específicas da oferta. Todo o resto, já estará nesse formulário de referência que terá que ser periodicamente atualizado. O formulário de referência deve ser entregue anualmente, em até 5 meses após o final do exercício (já vale para 2010). Além disso, a empresa deve entregá-lo atualizado sempre que fizer o registro de uma nova oferta. No anexo, Art. 24, estão listados todos os eventos em que a empresa se obriga a atualizar em até 7 dias o documento (alteração do capital social, por exemplo).
05) Guidance – Continua não obrigatório, mas se divulgado, deve necessariamente ser colocado na seção específica do Formulário de Referência e deve vir acompanhado das premissas relevantes, parâmetros e metodologia adotados e identificadas como dados hipotéticos que não constituem promessa de desempenho. O Guidance deve ser revisado periodicamente (no máximo anualmente). Além disso, se a empresa der guidance, deverá confrontar no ITR ou DFP, seu guidance e os números reais e explicar as diferenças nos campos específicos.
06) O ITR passa a ter prazo de 30 dias após o final do trimestre para ser entregue (e não mais 45). Entretanto, isso será facultativo até 31 de Dezembro de 2011.
07) Emissor com grande exposição ao mercado: Terá esse status , toda empresa listada a mais de 3 anos, que cumpriu todas suas obrigações periódicas nos últimos 12 meses e que possuam mais de R$5bi em ações em circulação.
08) As empresas que já possuem registro de companhia aberta, serão automaticamente transferidas para a categoria A ou B, segundo as características do atual registro da empresa, os tipos de securities negociados e o mercado onde são negociados. Basicamente, todas as empresas com ações, vão virar categoria “A” com todas as novas demandas informacionais de categoria “A”.
09) Dentre as informações relevantes que as empresas da categoria “A” passam a ser obrigadas a divulgar, estão no artigo 30. Destaco: material apresentado em reuniões com analistas e agentes do mercado, no mesmo dia da reunião ou apresentação, relatórios de agências classificadoras de risco contratadas pelo emissor e suas atualizações, se houver, na data de sua divulgação.
10) O Programa que receberá o Formulário Cadastral e o Formulário de Referência: deve estar pronto para receber o Formulário Cadastral em fevereiro, e para receber o Formulário de Referência, em abril. Caso haja necessidade de entregar tais formulários antes de o programa estar disponível, os emissores devem preencher o Formulário Cadastral e o Formulário de Referência, transformá-los em um arquivo no formato pdf e enviá-los por meio do sistema IPE.
4.dezembro.2009
No dia 24 de Novembro, a SEC aprovou algumas modificações nas práticas de governança corporativa exigidas das empresas listadas na NYSE, inclusive as que possuem programas de ADR, contidas na Seção 303A do Manual das Companhias Listadas da NYSE (NYSE Listed Company Manual).
As mudanças, algumas importantes, outras simplesmente eliminação de burocracia, passam a valer a partir do dia 1º de Janeiro de 2010.
As principais mudanças são as seguintes:
- Permitir uma maior utilização do website da Companhia (ao invés de um proxy statement ou do relatório anual (20F) para divulgar, entre outros assuntos, o nome do diretor escolhido para presidir o conselho de administração e o método para, que acionistas possam entrar em contato com este diretor presidente ou os outros membros do conselho.
- Eliminar a necessidade das empresas listadas mencionarem em seu proxy statement ou no relatório anual que os documentos relacionados as práticas de governança corporativa disponíveis no web site serão também disponibilizados em papel para qualquer acionista que fizer esta solicitação.
- Eliminar a necessidade de que as empresas mencionem em seu relatório anual que o seu CEO enviou a certificação dizendo que a empresa cumpriu todas as obrigações de governança corporativa da NYSE e que a empresa enviou as certificações do CEO e do CFO requeridas pela SEC.
- Os CEO’s passam a ser obrigados a notificar a NYSE por escrito sempre e assim que tomar conhecimento que a empresa descumpriu alguma exigência de governança corporativa da NYSE.
- As empresas devem divulgar um método para que qualquer parte interessada, e não somente os acionistas, possam se comunicar diretamente com o presidente do conselho de administração e também com os conselheiros independentes.
- Modificação do período de transição e de adaptação as regras de Governança da NYSE (transition period) para as empresas listadas recentemente.
27.novembro.2009
Web 2.0, segundo a Wikipedia, é um termo que foi criado em 2004 pela empresa O´Reilly Media, para denominar uma segunda geração de comunidades e serviços na web. O conceito seria a “web como plataforma”, tendo como principais representantes wikis, as indexações feitas com tagueações dos usuários, redes sociais e tecnologia da informação. O termo se refere mais à forma como a web é vista pelos usuários e desenvolvedores do que a atualizações técnicas.
Segundo Tim O´Reilly, “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nessa nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”
Em Relações com Investidores a criação do conteúdo não pode ser compartilhada, pois as companhias são as responsáveis por disponibilizar suas informações ao mercado sempre através dos 3 princípios que regem o relacionamento com o mercado: transparência, acesso a informação e equidade de tratamento. Mas o conceito Web 2.0 pode ser aplicado em RI através da flexibilização dos canais de acesso à informação, possibilitando as mais variadas formas de acesso aos usuários, utilizando-se das ferramentas criadas nos últimos tempos, tais como Twitter, Youtube e Vimeo, Facebook e LinkedIn, o Slideshare ou Scribd, RSS, e até mesmo o site mobile, que permite acesso pelo celular ou PDAs, e o bom e velho alerta de e-mail.
Para utilizar as várias ferramentas existentes na internet, as empresas devem ter uma comunicação coesa em TODOS os meios e estar abertas a receber e responder aos vários feedbacks recebidos - caso contrário, o simples uso das ferramentas não podem ser caracterizadas como Web 2.0. Para disponibilizar informações e fazer uso da ‘inteligência coletiva’, a empresa deve contar com a dedicação de sua equipe de RI.
Uma forma de adotar a flexibilização do conteúdo de RI pelo uso do feedback de vários usuários é fornecer e dar destaque às informações mais acessadas. Esse é o caso, por exemplo, das homes segmentadas ou das nuvens de tags, onde o usuário pode visualizar o que está sendo mais buscado pelos seus pares.
Desde 2004, o IR Global Rankings, analisa a diversidade de ferramentas de acesso para o usuário na avaliação técnica de IR Website e Relatório Anual Online. O uso de RSS, homes segmentadas e alertas de e-mails foram os primeiros itens avaliados dentro do conceito Web 2.0 e no decorrer das edições, passou-se a avaliar também a presença de Homepages segmentadas e/ou dedicadas para diferentes usuários: Analista x Investidor Institucional x Retail (Figura 01*) ou ainda Homepages personalizadas de acordo com a necessidade do usuário entre outras ferramentas que possibilitam a flexibilidade de acesso à informação (Figura 02**).
Como o grande valor de Relação com Investidores está no conteúdo que é divulgado, o IRGR busca ainda a presença de cada companhia dentro de blogs, fóruns de discussões e redes sociais não apenas com intuito de dar uma avaliação para a companhia pela simples presença em si, mas principalmente para acompanhar as tendências e a velocidade com que esse conceito avança no mundo corporativo.
Hoje, depois de quase 6 anos de existência, o termo Web 2.0 é muito usado e até explorado como forma de marketing por muitas empresas que alegam ser capazes de dominar a plataforma. Mas a realidade é que o termo é pouco compreendido conceitualmente na sua essência. Para que o RI esteja realmente inserido nessa plataforma, é necessário estar capacitado para aproveitar todas as ferramentas já existentes e monitorar respostas e comentários instantâneos, filtrar os feedbacks pertinentes e agir baseado no que inteligência coletiva pode agregar. Se isso não acontece, a atuação do RI dentro da Web 2.0 acaba sendo apenas reativa, com a utilização da plataforma somente para “ouvir”.
Aproveitar o uso desta interatividade e ser capaz de usar uma variedade serviços da plataforma vinculada ao tipo de conteúdo produzido demandaria um trabalho intensivo e muito tempo do profissional de RI. Por isso, o grande salto da Web 2.0, que é o compartilhamento do conhecimento e da inteligência coletiva de forma ilimitada - como já acontece em outros segmentos da comunicação - ainda está por vir na área de Relações com Investidores.
*Figura 01 - Fonte: Website RI ALL, http://ir.all-logistica.com/all/web/default_en.asp?idioma=1&conta=44&V=1
**Figura 02 - Fonte: Website RI ENI, http://www.eni.it/en_IT/investor-relation/investor_landing_struttura.shtml
18.novembro.2009
Um problema mais comum do que se imagina, mas que poucas pessoas pensam sobre como resolvê-lo, até porque costumam considerá-lo um “problema bom”, é quando a empresa considera que suas ações estão valendo mais do que o preço justo.
Uma simplificação do papel de RI é dizer que o RI deve vender a companhia. Na maior parte do tempo, essa definição, ainda que tecnicamente imprecisa, não está errada, principalmente se pensarmos no lado prático, uma vez que as atividades são efetivamente muito similares a uma venda.
No entanto, em uma situação em que a própria companhia avalia que a ação está acima do seu preço justo, o trabalho do RI é quase que diametralmente oposto. A reação cínica a uma situação dessas seria achar que fez um trabalho tão bom que o próprio mercado acha que a empresa vale mais do que vale e que não é preciso gastar tempo com isso, a não ser talvez comemorar e compartilhar esse sucesso com a diretoria e conselho.
De fato, uma atitude dessas pode até ter uma boa repercussão nesses grupos e, além de iniciar a venda das ações detidas por eles (o que não deixaria de ser uma sinalização ao mercado de preço excessivamente alto), pode até mesmo sugerir que é um momento bom para fazer uma nova oferta de ações no mercado.
Nada seria mais inadequado, afinal, uma boa valorização é uma das condições de uma nova oferta de ações, mas nunca poderia ser seu racional – o racional necessariamente deve ser algum uso do dinheiro a ser captado que crie valor para os acionistas ou, no caso de uma oferta secundária, algo que dê liquidez para o mercado ou controlador ou a saída de um sócio private equity, mas ninguém afinal compraria uma ação só porque o controlador acha que agora ela está em um preço adequado para ser vendida, certo?
Temos uma série de passos que devem ser tomados, portanto. O primeiro é fazer uma verificação do próprio modelo. Se o mercado como um todo está apontando para um valor e a companhia acredita em outro, seria arrogância não fazer sequer uma verificação para ver não existem alguns fatores novos que estão sendo ignorados e afetam a avaliação da companhia.
Se a companhia está convicta de sua precificação após uma revisão crítica do próprio modelo, é então preciso entender a razão do mercado estar com uma avaliação diferente da própria companhia.
Dividimos as razões para uma avaliação diferenciada em 3 grupos distintos.
O primeiro grupo refere-se a razões completamente extemporâneas à empresa. Por exemplo, se o investidor está usando premissas com relação à taxa de desconto mais agressivas que a companhia porque está prevendo que o Brasil obterá grau de investimento no curto prazo e a companhia preferiu ser mais conservadora. Ou o mesmo raciocínio com relação a expectativas de taxas de câmbio, onde o analista preveja uma taxa mais favorável que a companhia. Nesses casos, não cabe à companhia discutir taxas de câmbio ou juros com o analista de um banco, ou seja, seria uma distorção “natural” e sobre o qual a companhia tem pouca ou nenhuma influência.
O segundo grupo já demanda uma postura mais pró-ativa da empresa. Isso ocorre quando o mercado começa a criar expectativas infladas sobre o mercado de atuação da companhia, gerando distorções não só na avaliação da própria companhia como do mercado como um todo. Essa situação é a mais crítica, uma vez que é preciso realinhar as expectativas sobre o setor, mas evitar que apenas a própria companhia seja “penalizada” ou a sua valorização relativa aos pares pode ficar prejudicada e, no caso de uma corporação, pode até disparar uma aquisição hostil. Uma conferência sobre o setor e/ou incluir uma seção sobre mercado no release são boas alternativas nesse caso.
O terceiro grupo é uma avaliação errônea apenas da companhia. Aí é o caso de acionar um release de guidance, reforçá-lo em teleconferências e ter certeza que essas expectativas foram compreendidas pelo sell-side.
O importante é que para atuar, em todos os casos, é necessário que a companhia consiga sempre acompanhar os modelos dos analistas, sobre si mesma e sobre os pares, podendo identificar essas fontes de distorções.
No longo prazo, distorções para cima podem ser ainda mais prejudiciais do que distorções que abaixem o valor da ação porque a correção tende a ser exagerada e resta um sentimento persistente de frustração nos investidores com a companhia e de perda de credibilidade. Definitivamente, não é nada a ser comemorado.
6.novembro.2009
Um dos pontos que as companhias brasileiras sempre estiveram muito atrás das americanas e européias é a governança corporativa.
Governança corporativa, vale dizer, é o conjunto de práticas para alinhar os interesses dos diferentes interessados em uma companhia, especialmente administradores, acionistas controladores e acionistas minoritários.
Nesse sentido, o mercado brasileiro evoluiu muito, principalmente com a criação do Novo Mercado e a nova onda de aberturas de capital, que trouxe para o mercado companhias mais alinhadas com o padrão global de governança.
Essas companhias novas já vieram ao mercado com uma estrutura de capital onde todas as ações têm direito a voto, compromisso com maior transparência nas demonstrações financeiras – incluindo-se demonstrações em padrões internacionais e fluxo de caixa, 20% de conselheiros independentes, direitos de tag-along, entre outros pontos positivos para acionistas minoritários.
Outro fator novo no mercado são as chamadas “corporations”, as companhias cujo controle é difuso, sem um controlador claramente definido. Isso fez surgir novos desafios para essas companhias como atingir quoruns adequados em suas assembléias gerais, como evitar precificações muito baixas de seus papéis que poderiam desencadear propostas de aquisições hostis e até mesmo saber o que fazer se ocorrer uma aquisição hostil.
Além das novas companhias, as companhias tradicionais também incorporaram algumas dessas tendências dos novos tempos, com uma boa quantidade delas adotando pelo menos o nível 1 de governança corporativa da Bovespa e o direito de tag-along para seus acionistas.
Então, não há dúvida que avançamos com força nesse sentido nos últimos anos, mas o problema que nos colocamos hoje é que muitas pessoas parecem acreditar que já atingimos um nível de excelência global e a verdade é que ainda estamos muito longe disso.
Em primeiro lugar, se as companhias novas trouxeram um novo fôlego ao mercado, por outro lado, essas companhias novas não representam o mesmo peso no mercado que algumas das antigas, cuja participação, por exemplo, no Ibovespa é muito maior.
Mudanças houve, mas não podemos dizer que foi uma mudança institucional, que o mercado se profissionalizou. Para um investidor estrangeiro, que possivelmente não conhece as regras de novo mercado, é difícil ter que ficar investigando quais companhias atendem que padrão de governança, uma vez que esses investidores prefeririam que o mercado fosse bem regulado como um todo e que seus direitos fossem protegidos independente de escolher investir em uma ou em outra companhia. Afinal, já é bastante trabalho ter que se preocupar com as perspectivas de rentabilidade de uma companhia para ainda ter que ficar estudando e possivelmente limitando seu escopo de investimento em função das suas práticas com relação à governança.
Mas isso depende fundamentalmente de novas legislações e de empenho do governo, então o poder de atuação das companhias com relação a esse ponto é ainda bastante limitado.
O que é preocupante é a aceitação pelo mercado que agora já atingimos um nível ótimo de governança, que as exigências do Novo Mercado são o supra-sumo entre as novas tendências e que quem está no Novo Mercado pode dar-se o luxo de ficar sentado em berço esplêndido.
Não é verdade. As companhias brasileira, mesmo muitas das que estão no Novo Mercado, ainda estão bastante atrás do padrão americano ou europeu.
São diversos pontos a melhorar: maior separação entre funções executivas e de supervisão, maior transparência e profissionalização no processo de escolha dos conselheiros, regras claras de avaliação e remuneração dos diretores e presidentes, menor ingerência do controlador sobre as decisões da companhia, entre vários outros fatores.
Para isso, esperaríamos mais medidas como formação de comitês específicos para certos assuntos como remuneração e nomeação de conselheiros e diretores, a separação estrita entre a função de diretor e a de conselheiro, um conselho com a maior parte de seus membros sendo independentes, enfim, uma série de práticas comuns no exterior e ainda distantes da nossa realidade.
Os avanços são muitos e positivos, mas eles não podem estancar nossa capacidade de seguir em frente.




