


Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com
A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.
19.junho.2008
Publicação: Valor Econômico – 19/06/2008 - Página D3
Na seqüência do informe de 12/6, quando apresentamos os conceitos básicos e as demandas por trás da estruturação e da implantação de Comitês de Geração de Valor, para apoio direto aos Conselhos de Administração, o informe de hoje marca o início do detalhamento de cada um dos 10 desafios (ou atribuições essenciais) desses comitês.
Desafio 1 – Acompanhar continuamente o “gap” (diferença) de valor entre a empresa e pares mercadológicos, propondo estratégias e posicionamento para reduzir essa diferença e/ou potencializar uma percepção favorável da empresa no mercado.
Uma empresa não vale aquilo que ela acha que vale. O valor de uma companhia é conseqüência de como ela é percebida pelo mercado. Nesse sentido, os analistas de “sell-side” (emitem relatórios de acompanhamento estratégico e de valoração de empresas, com recomendação quanto à compra, manutenção ou venda de suas ações) são fundamentais. Aqui vamos focar esses analistas, mas não se pode esquecer da relevância de analistas de “buy-side” (que não tornam públicas suas recomendações – exclusivas dos fundos de investimento que participam).
Os analistas de “sell-side” são formadores de opinião, e os investidores em geral tendem a seguir tais recomendações. Quanto melhor conceituados pelo mercado, mais a opinião deles impacta no valor de uma companhia. Não se pode falar em geração de valor sem que a empresa seja acompanhada por um bom número de analistas (10-12), e não se pode prescindir dos analistas melhores rankeados. Por exemplo, a edição desse mês da revista Institucional Investor relaciona os melhores analistas do ano por setores: (i) construção – Gordon Lee do UBS Pactual; (ii) agronegócio e saúde – Luiz Otávio Campos do Credit Suisse; e (iii) varejo – Joaquim Levy do Santander, dentre outros setores.
Mas só conquistar o início de cobertura por parte de analistas não é o suficiente para se gerar valor. Os conselheiros de administração e diretores precisam compreender a fundo o que move a opinião dos analistas para que a empresa seja uma das preferidas por eles. Posicionamento, assertividade estratégica, insatisfação contínua com resultados alcançados no passado, vantagens competitivas, eficiência operacional e, principalmente, capacidade de entregar aquilo que promete realizar.
É preciso compreender a cabeça de cada um desses analistas e pró-agir no sentido de provar, recorrentemente, que a empresa merece um prêmio de valor em relação às demais com um racional substanciado. Mas só se melhora aquilo que se mede. Portanto, a companhia precisa ter metodologia e estrutura para acompanhar continuamente o “gap” de valor entre ela e seus pares mercadológicos, atuando no sentido de reduzir eventuais diferenças de percepção, ou de potencializar sua posição de preferida.
Importante lembrar que a geração de valor é a principal responsabilidade dos diretores e dos conselheiros, razão pela qual a maioria tem sua remuneração incentivada e alinhada com os interesses dos acionistas. Investidores buscam empresas preocupadas, continuamente, em gerar valor para elas próprias (patrimônio, posicionamento, etc.) e para seus stakeholders. Investidores de longo prazo querem uma boa história de investimento, uma equipe de administradores comprometidos e capazes de executar o plano de negócios com governança corporativa, e resultados que comprovem a assertividade da estratégia adotada.
O foco na geração de valor para acionistas deve ser prioridade nas empresas e o Comitê de Geração de Valor tem uma função essencial. A MZ auxilia na criação e participa ativamente desses comitês que ajudam diretores e conselheiros a melhor compreenderem os impactos de suas decisões no valor de mercado de suas empresas e agirem pró - ativamente.




