Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 250 profissionais e mais de 300 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. A Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™ e a unidade de treinamentos corporativos - MZ University.

Arquivo de novembro, 2008

26.novembro.2008

A Evolução das Assembléias de Investidores

As companhias e fundos de investimento dispõem agora de uma plataforma única, na Internet, no sentido de aprimorar suas práticas de governança corporativa e transparência com o mercado de capitais: o Assembléias Online terá seu evento de lançamento oficial no próximo dia 9 de dezembro, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Aprovado pelo Colegiado da CVM em junho desse ano, o Assembléias Online é uma plataforma tecnológica que permite maior participação de investidores em assembléias gerais, uma vez que possibilita que eles votem remotamente pela Internet, além de participarem ativamente das discussões acerca das matérias a serem deliberadas, por meio de blogs ou fóruns, e até mesmo assistir a transmissão ao vivo da reunião.

Criada pela MZ, consultoria líder de comunicação financeira da América Latina em parceria com a Certisign, líder no mercado brasileiro de certificação de assinaturas digitais do Brasil e com apoio jurídico do Tauil & Chequer Advogados associado a Thompson & Knight LLP, a plataforma é um ambiente fácil, rápido e seguro para acionistas ou quotistas que contempla os serviços de: (i) cadastro e emissão de certificado digital privado; (ii) discussão e/ou proposição de pautas; (iii) votação em assembléias gerais; e (iv) acompanhamento dos eventos ao vivo.

Para os fundos de investimento brasileiros, a plataforma colabora com o compromisso firmado juntamente a ANBID em janeiro desse ano, visando estabelecer diretrizes para exercício de direito de voto em assembléias de acionistas.

Não deixe de conferir o início do processo dessa revolução das assembléias de investidores!

21.novembro.2008

Programas de Recompra de Ações

A recente desvalorização das ações das companhias listadas em bolsa de valores está novamente trazendo os programas de recompra de ações ao primeiro plano dos debates corporativos. Em um cenário de crise, algumas companhias recorrem aos programas de recompra, visando sinalizar ao mercado que os preços correntes de suas ações não refletem seus fundamentos e que existe uma forte confiança dos administradores no desempenho futuro.

Além desse signaling que, devido à assimetria de informações entre gestores e mercado, tende a valorizar o preço dos papéis no curto prazo, existem outras razões relevantes para esse tipo de operação, como: uma forma de distribuir caixa aos acionistas, ou alterar a estrutura de capital vigente.

No atual momento de escassez de crédito, algumas empresas interessadas nesse efeito signaling, mas sem comprometimento de caixa na aquisição de ações e redução free float, lançam mão da chamada “recompra sintética”, um swap, onde a companhia, apostando na valorização de suas ações, “troca” (normalmente com um banco) a variação futura do preço das mesmas, por um percentual da remuneração do CDI. No entanto, por se tratar de uma operação financeira, os ganhos e perdas decorrerão das condições do mercado no vencimento da operação.

Outro ponto interessante: Em 2007, o Morgan Stanley analisou o desempenho das ações de empresas americanas que fizeram programas de recompra de ações entre 1997 e 2007 e averiguou que os programas de recompra de maior sucesso foram adotados em momentos de crise em que os papéis estavam precificados abaixo de seu valor patrimonial e os diretores não venderam suas ações da empresa.

Vale lembrar que antes de qualquer decisão, a companhia deve levar em conta os diferentes interesses de seus acionistas. Para exemplificar, investidores que visam retornos em curto prazo, dado a atual situação das bolsas, podem considerar um programa de recompra, uma boa alternativa de saída. Por outro lado, um investidor de longo prazo pode preferir que o caixa desta operação seja, por exemplo, utilizado em uma aquisição em potencial.

Do ponto de vista de relações com investidores, existe hoje a pressão, natural, para que a companhia tome providências em relação à desvalorização do preço de suas ações. Para que a empresa possa lidar com essa situação da melhor maneira, é muito importante, que a equipe de RI entenda claramente essas questões, de forma a auxiliar proativamente no processo de tomada de decisão, trazendo informações do mercado, pares e acionistas, em adição às já discutidas atividades de comunicação.

13.novembro.2008

O Relatório Anual como peça estratégica de Comunicação Corporativa

Se antes o Relatório Anual era considerado por alguns um calhamaço de informações em linguagem interpretável apenas por habitués do mercado de capitais, hoje é uma valiosa ferramenta de comunicação entre as empresas e seus diversos públicos de interesse: investidores de diferentes perfis, imprensa, colaboradores, clientes e fornecedores.

O aperfeiçoamento da publicação resultou da própria dinâmica do mercado financeiro, que vem se popularizando e diversificando. Paralelamente, a crescente exigência do mercado global por modelos transparentes de gestão dos negócios ampliou a abrangência dos temas abordados pelas empresas, que procuram transpor as determinações legais na divulgação dos resultados e das práticas de governança e de responsabilidade socioambiental.

Nesse contexto, o Relatório Anual tornou-se peça-chave para a comunicação corporativa: um registro espontâneo e transparente das companhias que, ao abranger todas as esferas do negócio, funciona como uma importante fonte de informação institucional e financeira voltada aos mais variados públicos.

Relatório de Sustentabilidade

Ao contar sua própria história, as empresas precisam acompanhar a crescente importância da sustentabilidade dos negócios. Dessa forma, procuram aliar cada vez mais o desempenho socioambiental ao econômico na estratégia de longo prazo e valorizar a sustentabilidade, como um diferencial na comunicação de suas práticas corporativas. 

Seguindo essa tendência, ganham força as diretrizes GRI (Global Reporting Initiative), estrutura de Relatório de Sustentabilidade adotada internacionalmente e que tem como objetivo comunicar com clareza e transparência os desempenhos de uma organização nos âmbitos econômico, social e ambiental, além de permitir a comparabilidade entre empresas e setores.

A adoção desse padrão, além de promover mais transparência à administração ao divulgar práticas sustentáveis para os diversos públicos com os quais a empresa se relaciona, contribui para o monitoramento dos indicadores e para a aproximação com os stakeholders, convertendo-se, nesse sentido, em um eficiente instrumento de gestão.

7.novembro.2008

Medindo, Avaliando e Melhorando Estratégias em Relações com Investidores

Conforme antecipado no post da semana passada, seguem algumas considerações sobre mensuração e aperfeiçoamento da efetividade de programas de relações com investidores (“RI”), desenvolvidos levando em consideração três estratégias básicas: (i) gestão das expectativas do mercado; (ii) gestão da base acionária; e (iii) geração de valor aos acionistas.

A boa gestão das expectativas do mercado é vital em qualquer programa de RI. Afinal, o valor de mercado de uma empresa tem relação direta com a sua percepção de risco pelos investidores. Quanto maior a homogeneidade entre os formadores de opinião (analistas de sell side e jornalistas econômicos), menor a percepção de risco e, portanto, maior o valuation da empresa. O mercado tende a valorizar (preferir) as empresas que não surpreendem (negativa ou positivamente) nos resultados.

Essa gestão começa com a análise contínua da dispersão das estimativas dos analistas de sell side sobre a companhia, comparativamente às expectativas para os seus pares (ou demais empresas cobertas por um grupo de analistas). Adicionalmente, no caso de companhias que fornecem guidance ao mercado, avaliando-se também o quão distante está a projeção da empresa comparativamente à média das expectativas dos analistas de sell-side.

E o que se espera de um Super RI? Simplesmente que a dispersão entre as expectativas dos analistas para a sua Companhia seja a menor comparativamente à de seus pares e que, preferencialmente, a média das expectativas de mercado seja a mais em linha com os resultados que a companhia espera entregar.

Fácil, não? Nem tanto. Somente um Super RI possui domínio do negócio (seu e dos pares), das estratégias e dos drivers de valor, além de credibilidade junto aos analistas, para saber provar seus argumentos e projeções junto a esses formadores de opinião.

A segunda estratégia de atuação contempla alta eficiência na gestão da base acionária. Acreditem …. base acionária se administra. Para isso, há que se entender, profundamente, a dinâmica dos investidores institucionais, ou seja, compreender o perfil de cada um (turnover, filosofia de investimento, localização geográfica, setores de interesse, expectativas, etc). Com isso, é possível iniciar dominar os movimentos de liquidez e volatilidade dos ativos negociados, além de se antecipar tendências que permitam nortear as ações da equipe de RI.

Adicionalmente, essa atividade permite a identificação de potenciais investidores que ainda não estão como acionistas correntes e desenvolver um programa de visitas no sentido de apresentar a história de investimento da sua companhia, discutir vantagens competitivas e diferenciais em relação aos seus pares mercadológicos.

A atividade de RI apresenta muita semelhança à função de marketing. Nesse caso, o produto é a ação da sua companhia e os profissionais de RI devem estruturar um sólido programa de comunicação com os principais públicos: analistas de sell-side; analistas de crédito/rating; investidores institucionais; mídia financeira; investidores pessoas físicas e CVM/BM&F Bovespa.

Simples, não? Nem tanto. Somente um Super RI possui as características diferenciadas para desempenhar essa estratégia com excelência (adicionalmente ao domínio do negócio (seu e dos pares): fluência em inglês e dom para vendas. E como medir a qualidade do Super RI? Basta acompanhar a evolução da composição da sua base de acionistas (por perfil desejado) e a taxa de conversão de “potenciais acionistas” em “acionistas da companhia”.

Finalmente, a geração de valor aos acionistas. Essa terceira estratégia parte da constatação de que nós não somos o que realmente somos, e sim como nós somos percebidos pelo mercado.

Portanto, a história de investimento da sua empresa deve ser sólida o suficiente e muito bem contada, de forma a que isso reflita em uma condição de “preferida” pela maioria dos analistas. Essa condição assegura um múltiplo acima da média e a geração de valor aos acionistas.

Diferentemente das duas primeiras estratégias, a maior geração de valor requer mais critérios técnicos e domínio dos concorrentes. O Super RI deve dominar o conceito de análise de “swot”, múltiplos EBITDA (e Lucro líquido) e upside para crescimento do preço da ação, adicionalmente a considerações qualitativas advinda de um sólido estudo de percepção junto a analistas e investidores institucionais.

E o que se espera do Super RI além de mostrar resultados concretos nessa terceira estratégia, no sentido de crescer os múltiplos relativos aos pares e crescer o upside do preço da ação? Espera-se que esse profissional tenha tamanho domínio do mercado de capitais, a ponto de ser uma voz desejável nos conselhos de administração quando esse estiver reunido for avaliar e tomar decisões estratégicas. O Super RI deve antecipar a reação do mercado e definir a melhor forma de capitalizar essa geração de valor.

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