


Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com
A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.
21.novembro.2008
A recente desvalorização das ações das companhias listadas em bolsa de valores está novamente trazendo os programas de recompra de ações ao primeiro plano dos debates corporativos. Em um cenário de crise, algumas companhias recorrem aos programas de recompra, visando sinalizar ao mercado que os preços correntes de suas ações não refletem seus fundamentos e que existe uma forte confiança dos administradores no desempenho futuro.
Além desse signaling que, devido à assimetria de informações entre gestores e mercado, tende a valorizar o preço dos papéis no curto prazo, existem outras razões relevantes para esse tipo de operação, como: uma forma de distribuir caixa aos acionistas, ou alterar a estrutura de capital vigente.
No atual momento de escassez de crédito, algumas empresas interessadas nesse efeito signaling, mas sem comprometimento de caixa na aquisição de ações e redução free float, lançam mão da chamada “recompra sintética”, um swap, onde a companhia, apostando na valorização de suas ações, “troca” (normalmente com um banco) a variação futura do preço das mesmas, por um percentual da remuneração do CDI. No entanto, por se tratar de uma operação financeira, os ganhos e perdas decorrerão das condições do mercado no vencimento da operação.
Outro ponto interessante: Em 2007, o Morgan Stanley analisou o desempenho das ações de empresas americanas que fizeram programas de recompra de ações entre 1997 e 2007 e averiguou que os programas de recompra de maior sucesso foram adotados em momentos de crise em que os papéis estavam precificados abaixo de seu valor patrimonial e os diretores não venderam suas ações da empresa.
Vale lembrar que antes de qualquer decisão, a companhia deve levar em conta os diferentes interesses de seus acionistas. Para exemplificar, investidores que visam retornos em curto prazo, dado a atual situação das bolsas, podem considerar um programa de recompra, uma boa alternativa de saída. Por outro lado, um investidor de longo prazo pode preferir que o caixa desta operação seja, por exemplo, utilizado em uma aquisição em potencial.
Do ponto de vista de relações com investidores, existe hoje a pressão, natural, para que a companhia tome providências em relação à desvalorização do preço de suas ações. Para que a empresa possa lidar com essa situação da melhor maneira, é muito importante, que a equipe de RI entenda claramente essas questões, de forma a auxiliar proativamente no processo de tomada de decisão, trazendo informações do mercado, pares e acionistas, em adição às já discutidas atividades de comunicação.




