Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.

30.dezembro.2008

Comunicação Integrada versus “A Torre de Babel da Comunicação Corporativa”

Comunicação Integrada não é um conceito meramente teórico e nem um tema de ficção científica. É, sim, um dos melhores antídotos para se evitar a perda de percepção de valor de uma companhia decorrente da comunicação desalinhada de suas mensagens.

Por isso, entendemos que é assunto que precisa ser levado a sério, especialmente pelas companhias conscientes da importância crescente de comunicar seus valores intangíveis ao mercado.

Com a alteração recentemente constatada nos vetores de valor, os ativos físicos e financeiros têm sido cada vez mais alavancados por ativos intangíveis, entre os quais:

  • capital humano (talento, habilidades e conhecimentos dos colaboradores);
  • capital informacional (bancos de dados, sistemas de informação, redes e infra-estrutura tecnológica), e
  • capital organizacional (cultura da empresa, liderança, comunicação e alinhamento de mensagens da companhia).

Como tem sido freqüentemente referido por fontes de pesquisas, já no início dessa década mais de 80% do valor percebido das companhias vinham de fontes que estavam ausentes dos relatórios contábeis. Apesar disso, a implantação da Comunicação Integrada tem sido freqüentemente tratada de forma amadora. E qual a razão disto?

Em primeiro lugar, porque grande parte dos executivos acredita que comunicação é matéria fácil e se sente, inclusive, em condições de “dar palpites em assunto tão cotidiano”. Mas a maioria não se sente tão segura para opinar sobre seus fundamentos e/ou gerenciá-la.

E a explicação é simples. A comunicação é - na verdade - uma atividade de grande complexidade e dificuldade de gestão. Ocorre, simultaneamente, tanto de forma planejada e administrada, quanto de maneira informal e quase incontrolável.

Todos nós conhecemos sofisticados modelos de gestão que controlam as diversas áreas de nossa companhia - finanças, produção, pessoal, sistemas de informações, etc. - mas não conhecemos modelo de gestão que controle a comunicação.

Além dessa dificuldade, temos que lembrar que a empresa está no centro - quase epicentro - de um conjunto de audiências estratégicas (clientes, público interno, investidores, imprensa, fornecedores, comunidade, entidades de classe, governo, parceiros, órgãos reguladores, terceiro setor, etc.) que estão sempre interagindo e promovendo um ambiente de troca de informações perigosamente dinâmico e complexo para ser entendido, o que dirá gerenciado.

Contudo, esse ambiente de alta interação dos públicos estratégicos da companhia é um solo fértil para se detectar inconsistências e/ou desalinhamento de mensagens da companhia. Isso observado, a companhia perde credibilidade e, em decorrência, valor percebido.

Não bastasse esse policiamento dos públicos estratégicos por mensagens consistentes e alinhadas, considere-se ainda que alguns desses “stakeholders” são, intrinsecamente, mais do que uma só audiência.

Como exemplo, imagine um funcionário (público interno) que possua ações da companhia (acionista), resida próximo à empresa (comunidade) e consuma o produto, ou serviço, da empresa (cliente). Esse funcionário receberá mensagens da companhia como público interno, como acionista, como membro da comunidade, como consumidor, e  estará descontente se não perceber que está recebendo mensagens diferentes na forma, mas consistentes no conteúdo.

Como se tudo isso não bastasse, há que se considerar a alta freqüência com que se observa a falta de alinhamento comunicacional horizontal nas companhias. Isso promove uma perigosa comunicação tipo “colcha de retalhos” que produz - de fato - mensagens não consistentes.

  • Diretoria Financeira emitindo mensagens ao mercado financeiro;
  • Diretoria de Relações com Investidores emitindo mensagens ao mercado de capitais;
  • Diretoria Comercial emitindo mensagens aos consumidores;
  • Diretoria de Recursos Humanos emitindo mensagens ao público interno;
  • Diretoria de Comunicações Institucionais emitindo mensagens à opinião pública, etc.

E, assim, mais uma vez corre-se o risco de confundir os públicos estratégicos e de imprimir uma importante perda de credibilidade pela percepção de mensagens inconsistentes emitidas pela companhia, que sofrerá perda de valor percebido.

O que a Comunicação Integrada promove - neste processo - é o alinhamento comunicacional, gerando ganho de valor percebido pelo alinhamento das mensagens e pela consolidação da credibilidade da companhia.

Mas não é suficiente entendermos a importância do assunto. É importante lembrarmos que a Comunicação Integrada é um sistema e um processo e que a MZ está preparada a apoiá-lo(a) nesta implantação em sua companhia e na monitoração da geração de valor decorrente.

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