Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.

Arquivo de janeiro, 2009

29.janeiro.2009

Segurança do Assembléias Online
Voto Digital Assinado com Certificação Digital Certisign/VeriSign

Alguns fundos de investimento têm demandado informações adicionais sobre a segurança do certificado digital emitido pelo serviço Assembléias Online, talvez preocupados com o sistema mais antigo, de proxy voting internacional, que ainda não faz uso da certificação digital e está sendo questionado por suspeitas de possíveis manipulações de votos.

O serviço Assembléias Online é único em diversos aspectos, não apenas por contar com uma blindagem jurídica criteriosa que atende plenamente as legislações brasileira e internacional, mas também por ter a Certisign/VeriSign como emissora de seu certificado digital privado. Além da liderança absoluta da Certisign no mercado brasileiro, a VeriSign, com ações listadas na Nasdaq, é a maior e principal empresa mundial de segurança e certificação digital.

Os certificados digitais privados emitidos pelo Assembléias Online utilizam os servidores da Certisign/VeriSign, reconhecidos por seu elevado patamar de segurança contra a invasão de hackers e pelo uso de criptografia de última geração, tecnologia que assegura o sigilo e a autenticidade das informações. Essa plataforma identifica, com segurança, pessoas físicas e jurídicas, e garante confiabilidade, privacidade, integridade e inviolabilidade em mensagens e nas diversas modalidades de transações realizadas via internet.

Adicionalmente, a Ernst & Young foi contratada para revisar o ambiente de controles internos do Assembléias Online objetivando aperfeiçoá-los quanto aos critérios de privacidade, confidencialidade, segurança, disponibilidade e integridade de processamento.

O Assembléias Online foi, portanto, estruturado por empresas líderes em seus ramos de atuação e detentoras de reconhecida credibilidade. Toda essa atenção especial destinada à segurança e blindagem jurídica do sistema Assembléias Online o fez tornar-se uma realidade e já estamos comemorando seus primeiros resultados:

O sistema Assembléias Online foi aprovado pelo Colegiado da CVM em junho/2008;
O Assembléias Online, em português, foi lançado oficialmente em 9/12/2008;
A Bematech e o IBGC foram os pioneiros na adesão ao Assembléias Online, o que sinaliza uma tendência do mercado de valorizar seus acionistas minoritários, segundo os princípios de transparência, equidade de tratamento e acesso a informações, incentivando suas participações nas assembléias;
O IBGC está propondo, no contexto da revisão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, atualmente em audiência pública até 1/2/2009, a incorporação da seguinte recomendação: “É boa prática a utilização de instrumentos que facilitem o acesso dos sócios à assembléia (webcast, transmissão online, votação eletrônica)”;
O Assembléias Online, em inglês, foi lançado oficialmente em 19/01/2009;
Mais de 200 fundos (Brasil e exterior) e pessoas físicas já cadastrados.

Quer mais motivos para as empresas e os fundos participarem desse movimento do mercado de capitais? Veja abaixo as 10 razões principais:

A íntegra da apresentação contendo as 10 principais razões para empresas e fundos aderirem ao Assembléias Online você encontra no link:

www.mzweb.com.br/assembleias/web/arquivos/AOL_Resumo_20090120.pdf

E se você possui ações ou cotas de fundos de investimento (inclusive fundos de renda fixa de bancos comerciais), e quer participar e votar nas respectivas assembléias, é simples: basta acessar o site (www.assembleiasonline.com.br), preencher o cadastro e criar seu login e senha para acessar o sistema.

Em até 24 horas, o cadastrado receberá por e-mail um termo de titularidade e de responsabilidade, que deve ser assinado com firma reconhecida e enviado, via correio, juntamente com cópias autenticadas de CPF, RG e comprovante de residência para o Assembléias Online. Após a validação dos documentos, o cadastrado receberá um e-mail contendo o link para copiar seu certificado digital e sua senha do certificado, diferente da senha de acesso ao site.

É importante lembrar que o certificado emitido tem validade de um ano e não tem nenhum custo para os cadastrados. E, uma vez cadastrado e de posse do seu certificado digital, você poderá participar e votar em quaisquer assembléias de empresa ou fundo que aderir ao Assembléias Online, da qual você for investidor, sem burocracia ou perda de tempo.

Visite já o site www.assembleiasonline.com.br e conheça mais detalhes desse serviço único. É rápido, fácil e seguro.

 

 

22.janeiro.2009

“Os cegos se aproximaram de um grande elefante e cada qual, tateando uma das partes, julgou-se em condições de descrever o todo” Malba Tahan

Um dos grandes desafios das companhias abertas é o de desenvolver e fixar sua imagem de credibilidade, devidamente fundamentada nos conceitos de governança corporativa e de gestão de reputação.

A competição acirrada, a profusão de produtos e serviços, a dispersão de linguagens e de canais de comunicação contribuem para ofuscar a visibilidade das companhias, imprescindível para a condução de um trabalho nesse sentido. Assim, tornar uma empresa visível nesse ambiente complexo é o primeiro passo de um programa de comunicação integrada.

Não parecem restar dúvidas que a imagem institucional de uma empresa - quando favorável - é fator importante para sustentar as bases de seu progresso e desenvolvimento. A qualidade dos produtos e serviços, a eficiência profissional dos quadros humanos, a eficácia dos processos empresariais só ganham efetividade ante a multiplicidade de públicos estratégicos da companhia quando amparados por uma ampla política de comunicação integrada.

As profundas transformações ocorridas nas companhias desde a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII e que se expandiu pelo mundo a partir do século XIX, estabeleceram os contornos do perfil da empresa de hoje.

Atualmente, com a economia amplamente globalizada, as exigências de visibilidade e competitividade se amplificaram, impondo novos e maiores desafios ao desenvolvimento e prosperidade das organizações. A superação desses desafios, contudo, depende necessariamente da imagem institucional que a organização criou e desenvolveu em seu próprio ambiente de atuação, o que só pode ser conseguido com um efetivo programa de comunicação integrada.

O planejamento de estratégias, programas e projetos de comunicação empresarial exige, antes de tudo, uma decisão consciente das companhias por uma filosofia permanente de troca de informações, contemplando clientes, fornecedores, acionistas e todos os demais stakeholders.

Na prática, não basta tão-somente desenvolver planejamentos de marketing, campanhas publicitárias, propaganda ou qualquer outro mecanismo convencional de sensibilização institucional. É imprescindível que na condução de um programa de comunicação se contemple e compatibilize sincronizadamente os instrumentos, formas e cronogramas que, de maneira integrada, possam verdadeiramente responder aos objetivos planejados. Qualquer instrumento de comunicação utilizado de maneira isolada dificilmente esgotará o seu potencial de eficiência.

Assim, planejar uma política de comunicação sem uma estratégia integrada de seus instrumentos pressupõe uma maior potencialização dos riscos do investimento programado e uma pulverização indesejável do objetivo e dos resultados pretendidos.

Ou seja, ao planejar uma estratégia de comunicação de forma não integrada, cometem-se, por analogia, os mesmos erros daqueles cegos, descritos na fábula de Malba Tahan, que se aproximaram de um grande elefante e cada qual, tateando uma das partes, julgou-se em condições de descrever o todo.
Esse exemplo, embora ilustrativo, não revela integralmente os erros e equívocos cometidos rotineiramente na comunicação empresarial. É necessário corrigi-los rapidamente, com planejamento e responsabilidade, para que a comunicação resgate sua verdadeira função e credibilidade dentro da estratégia empresarial.

 

15.janeiro.2009

Mesmo com a implantação de uma “política de comunicação” estruturada, a companhia continuou sendo mal percebida e avaliada pelo mercado!

Companhia aberta de fato, ou apenas de direito?

A esse tipo de consulta, bem mais freqüente do que se possa imaginar, o ideal é recomendar: calma! Continue trabalhando! De fato, muito tempo e trabalho são necessários para se construir a base mínima de credibilidade que o mercado exige para considerar irreversível o comportamento “full disclosure” de uma companhia e, portanto, para o passo decisivo de governança corporativa que gera ganho real de percepção de valor.

Embora pareça pouco usual essa afirmação, transparência não é a espinha dorsal de um programa de RI, nem mesmo seu foco, mas a conseqüência de uma série de variáveis culturais, operacionais e de comunicação, cuidadosamente planejadas, implantadas e orquestradas.

Transparência também não é moda, nem mero objeto de desejo; seus resultados definitivos somente são alcançados no médio prazo, já que o ganho de credibilidade de uma empresa, perante o mercado, é um processo cauteloso e lento.

Dessa forma, implantar uma política de comunicação é condição necessária, mas não suficiente, para a companhia começar a ser percebida pelo mercado de forma mais adequada.

Em uma situação como essa, quando mesmo com a implantação de uma “política de comunicação” estruturada a companhia continua sendo mal percebida e avaliada pelo mercado, é recomendável revisar a quantidade, qualidade e relevância das informações constantes da política, bem como verificar se ela é adequada à implantação de uma comunicação integrada que atenda a todos os públicos estratégicos da companhia.

Contudo, julgamos que a providência mais importante a adotar, neste caso, seja a condução de um programa de adequação cultural de companhia aberta, base de todo o sistema de comunicação corporativa; o mercado só avaliza uma política de transparência após assegurar-se que a companhia tornou-se aberta de fato, e não apenas de direito.

Se você está totalmente seguro que a empresa tem se comunicado como se espera de uma companhia aberta de fato, com uma política de comunicação integrada, tempestiva, equitativa e transparente, e que os porta-vozes abandonaram definitivamente a síndrome de confidencialidade, ótimo! Basta ir em frente com a implantação do programa de RI.

Caso contrário, julgamos importante a condução do mencionado programa interno de desenvolvimento da cultura de companhia aberta - que tem o envolvimento direto do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva da companhia - antes de prosseguir com a implantação do programa de comunicação com o mercado, sob pena de se constatar, no futuro, que resultados importantes como ganhos reais de percepção de valor não puderam ser alcançados, a despeito do esforço feito.

8.janeiro.2009

O equilíbrio do poder corporativo

Quem é o boss e onde ele está?

Manchete do dia: Descoberta fraude contábil de US$ 11 bilhões na maior operadora norte-americana de telefonia de longa distância. Todo o alto escalão da companhia foi sumariamente demitido.

E agora, o acionista fala com quem? Quem é o verdadeiro boss e onde ele está? Não parece estranho que o acionista tenha recebido relatórios tranqüilizadores da companhia, durante tantos anos, sempre apresentando sólidos resultados e promissoras perspectivas e agora, repentinamente, não tenha sequer com quem falar? Quem é o boss que elegeu a Diretoria?

Parece ficção, mas não é. Muita gente já passou por situação parecida nas últimas décadas. Alguém tenta explicar ao acionista: calma, o culpado é o Elo Perdido da Governança Corporativa, ao que ele responde naturalmente irritado: Quem é, onde está e o que faz esse irresponsável?

Em seguida os técnicos conceituam o que é o Elo Perdido, como se isso pudesse resolver o problema: imagine um triângulo, onde em um dos vértices está o CEO e sua diretoria executiva; no outro, estão os Acionistas (e ele, naturalmente!); e no terceiro vértice está o Conselho de Administração.

 

Um sistema de governança corporativa eficaz deveria manter uma perfeita interação entre cada par de vértices, cada qual controlando o seu oposto.

Assim, a Diretoria Executiva Plena (que inclui o CEO) se comunica periodicamente com os Acionistas, verbalmente e por relatórios operacionais e financeiros detalhados; em troca, recebe - ou não - os recursos (capital) para investir na companhia.

Por outro lado, o Conselho de Administração elege o CEO e a Diretoria, a quem indica os caminhos estratégicos a seguir; em contrapartida recebe, periodicamente, informações operacionais e financeiras e relatórios de progresso do planejamento estratégico da companhia.

Mas há o tal Elo Perdido, do qual quase não se falava até a poucos anos atrás, mas que atualmente tem sido objeto de reflexão e análise: os Acionistas pouco, ou quase nada, fiscalizam e cobram do Conselho de Administração das companhias. Por outro lado, o fluxo de informações do Conselho, para os Acionistas, é também quase inexistente.

Convenhamos que, sem transparência e prestação de contas, não há como considerar existência de governança corporativa nesse relacionamento, ou melhor, nesse “não-relacionamento”.

Por isso, entendemos que seja importante buscar fórmulas práticas para restaurar este canal de comunicação e colocar os Acionistas em contato com os verdadeiros bosses da companhia, aqueles que têm o poder de eleger e destituir a Diretoria, de indicar as melhores estratégias para o negócio e de cobrar resultados.

Os relacionamentos entre “Acionistas e Diretoria” e entre “Conselho e Diretoria” têm sido aprimorados continuamente; no primeiro caso, entre outras providências e iniciativas, com as divulgações trimestrais de resultados cada vez mais completas e complexas; no segundo caso, aumentando o número de conselheiros independentes e implantando comitês técnicos, de auditoria, nomeação e remuneração, todos para propiciar maior apoio decisório ao Conselho.

Visando o aprimoramento do relacionamento entre “Acionistas e Conselho”, contudo, poucas ações concretas têm sido observadas, mesmo as aparentemente mais óbvias como estabelecer critérios que obriguem o Conselho a prestar contas aos Acionistas - como representantes e agentes que são - e incentivar, cada vez mais, uma participação ativa dos Acionistas nas decisões da companhia, como proprietários que são.

Certamente, há ainda muito a fazer neste sentido e entendemos que é assunto que precisa ser levado a sério, sob pena de não conseguirmos restabelecer o necessário equilíbrio do poder corporativo, centro conceitual de qualquer idéia de governança corporativa avançada.

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