Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.

Arquivo de abril, 2009

30.abril.2009

A importância de um RI pró-ativo no atual cenário econômico

Como todos sabem, desde final de setembro do ano passado, o mercado financeiro enfrenta uma de suas crises mais severas desde a quebra da bolsa de Nova York em 1929.

Dentre os efeitos dessa crise, as ações da maior parte das companhias listadas em bolsa foram depreciadas abruptamente e de forma irracional, independentemente da sua nacionalidade. Um segundo efeito perceptível foi à diminuição da liquidez decorrente do aumento das incertezas e do risco percebido pelos investidores que preferiram, na maioria dos casos, migrar seus ativos para investimentos considerados “mais seguros”.

Com a perspectiva de um cenário econômico global de maior estabilidade, os investidores estão voltando a analisar opções de investimentos baratos (oportunistas) no mercado de ações.
Empresas listada abaixo de seu valor patrimonial, que perderam valor de mercado pela saída de investidores relevantes, empresas operacionalmente rentáveis que sofreram por eventuais necessidades de caixa ou que simplesmente estão com os múltiplos muito mais baratos relativamente aos seus pares, se tornam de novo uma opção atraente de investimentos.

E o que as empresas precisam fazer para entrar no radar desses investidores?

Seguramente não será evitando Non-Deal Road Shows e/ou diminuindo a exposição aos investidores. A atividade de RI precisa ser pró-ativa para viabilizar o destaque da história de investimento (e oportunidades) que as empresas representam no mercado.

Além disso, com a retração das atividades dos analistas de sell-side (formadores de opinião) nos grandes bancos/corretoras, a maior parte das companhias brasileiras teve uma diminuição sensível no número de coberturas, tornando ainda mais importante o trabalho pró-ativo do RI na divulgação da história de investimento da companhia (“Por que investir na empresa e por que agora”?).
Portanto esse é o momento das empresas polirem as suas histórias de investimento, entenderem quais os gaps de valor que levaram à desvalorização do papel, dividindo-os entre fatores tangíveis e intangíveis e reforçar, junto aos investidores, os motivos pelos quais esses devem investir no papel.

Um trabalho pró-ativo bem feito que envolva todos os stakeholders (investidores pessoa-física e institucionais, analistas, jornalistas financeiros, funcionários, fornecedores e clientes ), pode não trazer o preço da ação de sua empresa de volta aos patamares de 2007 mas, com certeza, auxiliará na diminuição da percepção de risco, fazendo com que a empresa seja percebida de forma diferenciada no mercado e gerando valor para os acionistas.

27.abril.2009

A Força dos Investidores Individuais

Temos presenciado uma transformação notável no tipo de investidor que negocia papéis na BM&FBovespa nos últimos anos. Os investidores individuais ganham importância e demandam atenção especial das áreas de RI das empresas.

Alimentados pelo crescimento da Internet, que permite a rápida disseminação das informações e dados financeiros, pelo boom dos IPOs no período 2004 a 2007 e pela queda no custo transacional advinda do surgimento das corretoras online, investidores individuais (incluindo clubes de investimento) passaram a destinar percentual maior em aplicações de renda variável e, de forma crescente, gerenciar diretamente essas aplicações.

Observa-se a tendência de redução contínua no valor das aplicações em fundos mútuos no mundo inteiro, enquanto o número de clientes de corretoras online não para de crescer. Nos Estados Unidos, por exemplo, 49% de todo o mercado acionário está nas mãos de investidores individuais e cerca de 90 milhões de americanos possuem investimentos em ações. Em Hong Kong, cerca de 40% dos adultos negociam ações pela internet (fonte: Investment Company Institute). No Brasil, cerca de 30% do volume diário da BM&FBovespa já é representado por pessoas físicas.

Um estudo publicado em 2008 por pesquisadores das Universidades de Cornell, Duke e Austin no The Journal of Finance, mostrou que os investidores pessoa física com alta aversão a risco (a grande maioria) são responsáveis pela liquidez do papel em momentos em que os fundos precisarem entrar ou sair do mesmo.

Outro caso que ilustra a importância deste público é o da Eurotunnel (empresa responsável pela gestão do túnel entre França e Inglaterra sob o canal da mancha). Ano passado, afundada em dívidas, a empresa parecia fadada a quebrar, com grande parte dos investidores disposta a votar contra o plano de recuperação financeira proposto pelo management. Após uma campanha de comunicação focada no indivíduo, a empresa conseguiu aprová-lo na reunião de acionistas, majoritariamente com o voto a favor de investidores pessoas físicas.

Um outro ponto interessante é que, para algumas empresas, acionistas individuais e potenciais clientes são o mesmo público. A Nissan escreve em seu site de relações com investidores que um dos maiores motivos de focar em atividades para esse segmento reside no fato que “acionistas da Nissan tendem a comprar carros da Nissan”.

Há, portanto, necessidade das companhias se capacitarem para se comunicar com pessoas físicas de forma eficiente e direta, no sentido de capturarem essa importante demanda potencial para suas ações e, gerarem conseqüente valor aos acionistas.

Medidas bastante eficazes para atrair o investidor pessoa física são, por exemplo, sites de RI com customização para esse segmento, esforço integrado de comunicação por meio da imprensa financeira especializada (formadores de opinião), incentivo à participação em AGOs e AGEs por meio de instrumentos de votação pela internet (Assembléias Online) e a oferta de vantagens aos acionistas nos casos em que esses são também clientes da empresa (a Telecom Itália oferece descontos em seus planos de telefonia, por exemplo).

Participar de reuniões públicas, feiras e eventos para investidores, non-deal road shows com os clientes das principais corretoras, e o envio de informações periódicas por meio de um sistema eficiente e personalizado de mailing, são outros exemplos de como atingir esse público.

O mercado mudou e as áreas de Relações com Investidores devem também compreender e se preparar para atrair e manter os investidores individuais em suas bases acionárias. Além de um acionista menos volátil, companhias podem inclusive se beneficiar de uma fidelização e aumento de vendas junto a esse segmento e amigos/familiares.

17.abril.2009

Como identificar os fundos que realmente movimentam o seu papel?

Conhecer e dominar completamente a base de acionistas das companhias é essencial no desenvolvimento de estratégias de relações com investidores (“RI”).

Na prática isso significa muito mais do que apenas conhecer o perfil, o total de ativos administrados, a política de investimentos e a quantidade de ações detidas pelos principais fundos que compõem a base acionária (informações adquiridas por meio de um estudo de Shareholders ID). Os profissionais de RI devem, principalmente, dominar como esses acionistas reagem às decisões estratégicas da companhia e como tomam suas decisões de investimento.

O que significa dominar? Como diretores e conselheiros podem aferir esse domínio? É crucial identificar quem são os fundos que realmente impactam o valor de suas ações no mercado, os chamados movers ou, de forma mais clara, gestores que compram e vendem regularmente grandes quantidades de ações da empresa (normalmente hedge funds, fundos de pensão, fundos mútuos e até investidores individuais), e fazem com que o papel oscile na direção dessas movimentações, e entender como eles operam.

Um estudo elaborado pela McKinsey, (What makes your stock price go up and down? – Kevin Coyne e Jonathan W. Witter), com 50 grandes empresas dos EUA e Europa mostrou que o número de investidores na base acionária com potencial de influenciar de forma significativa o valor das ações é limitado.

Conhecer parte desses investidores em decorrência de reuniões/visitas, não é garantia de conseguir analisar e entender como cada ação da companhia impacta seus modelos de valuation. Conversar com grupos de investidores e analistas não é mais suficiente para desenvolver e executar uma estratégia de resultados práticos em RI.

Para atingir esse patamar de domínio (eficiência e objetividade em RI), primeiramente é preciso identificar quem são esses movers, por meio de uma análise contínua e sistemática da base acionária, cruzando essas informações com as oscilações de preço das ações.

Uma vez identificados, se faz necessária à elaboração de um perfil detalhado (e bastante sofisticado) desses investidores, entendendo seus critérios de investimento, objetivos e seus padrões de operação. Ou seja, como reagem a uma aquisição, a distribuição de dividendos, a divulgação de resultados financeiros e a todas as outras decisões estratégicas da empresa.

O formato exato desse perfil varia entre as empresas, dependendo do tipo de eventos e decisões que ela espera enfrentar. De qualquer forma, o foco do profissional de RI deve ser identificar como esses investidores reagem a eventos específicos e isso pode ser feito, por exemplo, por meio de uma ferramenta de IR-CRM que cruza continuamente as posições e movimentos da base acionária, o preço das ações da sua companhia e de pares mercadológicos (e Ibovespa) e o comportamento histórico dos acionistas.

De posse dessas informações, o RI terá condições de dominar verdadeiramente sua base acionária, prevendo os impactos das decisões tomadas pelo management no preço das ações, contribuindo proativamente para adequá-las as expectativas e, conseqüentemente, com a geração de valor para os acionistas.

6.abril.2009

CVM coloca em audiência pública minuta de Instrução sobre informações e pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto

A CVM colocou em audiência pública em 1º de abril minuta de Instrução que regulamenta os pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto nas assembléias de companhias abertas e as informações que as companhias devem fornecer aos acionistas antes das assembléias.

Visando a aumentar a transparência do processo decisório das companhias, a minuta do texto exige que certas informações e documentos sejam fornecidos aos acionistas antes das assembléias gerais, tais como currículo de candidatos a cargos na administração, proposta de remuneração de administradores e comentários sobre as demonstrações financeiras.

Em relação aos pedidos públicos de procuração, a minuta busca fomentar a participação dos acionistas no processo decisório da companhia, sobretudo através da internet. Nesse sentido, a minuta de Instrução dispõe que:

i. acionistas que representem mais de 0,5% do capital social podem incluir candidatos para o conselho de administração ou para o conselho fiscal nos pedidos públicos feitos pela administração (art. 26);
ii. as companhias que tiverem sistema eletrônico de procurações deverão permitir que acionistas com mais de 0,5% do capital façam pedidos públicos de procuração por meio desse sistema (art. 29); e
iii. a companhia que não instituir um sistema eletrônico de procurações deverá arcar com uma parcela dos custos de pedidos públicos de procuração promovidos por acionistas que representem mais de 0,5% do capital social, dentro de determinados limites (art. 30).

A minuta exige ainda que todo o material utilizado em pedidos públicos de procuração, bem como as informações e documentos relativos à assembléia, sejam colocados à disposição dos acionistas na página da CVM na internet.

Questões em que a CVM está especialmente interessada

A CVM está especialmente interessada em receber comentários sobre os seguintes pontos:

i. O parágrafo único do art. 6º da minuta determina que os documentos e informações por ela exigidos sejam divulgados na mesma data em que a assembléia for convocada, exceto se a lei exigir prazo maior. A CVM gostaria de saber dos participantes do mercado se o prazo estabelecido pela minuta é suficiente ou se ele deveria ser alongado.
ii. A minuta condiciona o direito dos acionistas de se ressarcirem junto à companhia pelas despesas que incorrerem na promoção de um pedido público de procuração à titularidade de ações que representem 0,5% do capital social. O propósito dessa regra é desestimular pedidos de procuração frívolos por parte de acionistas que não possuam interesse econômico substancial na companhia. A CVM gostaria de saber dos participantes do mercado se esse percentual de 0,5% do capital social é adequado para tal finalidade.
iii. Para desestimular a promoção de pedidos públicos de procuração de relevância duvidosa e a realização de despesas desnecessárias, a minuta prevê que somente determinadas despesas incorridas pelos acionistas poderão ser ressarcidas pela companhia: publicação de até 3 (três) anúncios em jornal, impressão e envio dos pedidos aos acionistas e honorários advocatícios. Além disso, a minuta dispõe que, caso proposta não venha a ser aprovada ou que nenhum dos candidatos seja eleito, o ressarcimento pela companhia estará limitado a 70% das despesas reembolsáveis. A CVM gostaria de ouvir a opinião dos participantes do mercado acerca desse percentual de 70% e do rol de despesas reembolsáveis.

Encaminhamento de comentários e sugestões

A minuta está disponível para os interessados na página da CVM (www.cvm.gov.br) ou clique aqui para ter acesso à íntegra do edital de audiência pública com a minuta da Instrução.

O prazo para envio para a CVM de sugestões e comentários com relação à minuta posta em audiência pública vai até o dia 1º de junho de 2009.

Queremos ouvir sua opinião. Envie para nós suas sugestões ou comentários!

2.abril.2009

Melhores Práticas – IR Global Rankings 2009

Mais de 160 empresas, de 32 países, começaram este mês com um poderoso arsenal técnico em mãos, constituído por: (i) feedbacks individuais relativos a três categorias (website de relações com investidores (RI), divulgação de informações financeiras e governança corporativa); e (ii) melhores práticas correntes de relações com investidores.

Esse material deverá contribuir significativamente com a melhoria dos programas de comunicação com o mercado e, em conseqüência, reduzir risco percebido e aumentar o valor de mercado das companhias. Essas empresas participaram da 11ª edição do IR Global Rankings.

Ao mesmo tempo em que aprenderam como melhorar suas práticas de comunicação financeira, governança corporativa e RI, as empresas participantes podem avaliar seu posicionamento em relação a empresas pares regionais e setoriais. O IR Global Rankings 2009 promoveu encontros técnicos de networking e de reconhecimento (premiação) em Nova York, Frankfurt, Taipei e São Paulo.

Dentre as razões que incentivaram a participação das empresas em 2009 e que devem mobilizar mais participantes para 2010, destacam-se:

Benchmarking: Conhecer os melhores programas de RI no mundo, independentemente do tamanho, setor ou localização geográfica da empresa e aprender como suas empresas podem melhorar suas práticas de RI, e dominar como estão posicionadas em relação aos seus pares regionais e setoriais;

Sistema Único de Ranking: Avaliações de forma técnica, com critérios universais de melhores práticas, em três categorias: website de RI (incluindo relatório anual online); procedimentos de divulgação de informações financeiras; e governança corporativa. Cada uma delas com mais de 100 itens de avaliação;

Transparência: Os critérios de avaliação são disponibilizados publicamente e os resultados são revisados por um comitê técnico independente;

+  Feedback: Cada participante do IR Global Rankings recebe um relatório de feedback individual e confidencial com notas, destaques e sugestões de melhorias. As empresas podem esclarecer eventuais dúvidas, em quaisquer das três categorias, diretamente com a equipe do IRGR por meio de teleconferências individuais. Alem do feedback individual, cada participante recebe um relatório de benchmark que destacava as melhores empresas e as melhores práticas para cada categoria;

Reconhecimento: as empresas melhor ranqueadas de suas regiões são reconhecidas em cerimônias públicas em quatro regiões do mundo e são destacadas nos site do IRGR e na página do IRGR, nos terminais Bloomberg.

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