Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.

Arquivo de maio, 2009

29.maio.2009

SEC propõe mudanças significativas na forma de eleição dos conselhos

A SEC (Securties and Exchange Comission) propôs, na semana passada, novas regras para a eleição dos conselheiros das empresas abertas.

Se adotada, a proposta trará mudanças significativas no papel de investidores - principalmente grandes fundos - na gestão das empresas abertas. Por enquanto a proposta foi disponibilizada para escrutínio público por um período de 60 dias.

Com as mudanças sugeridas, um grupo de acionistas dissidentes poderia, de posse de 1% das ações com direito a voto, nomear um candidato independente no proxy card “oficial” da companhia. Isso se aplicaria as 700 maiores empresas listadas na NYSE,

Até agora um dos maiores impeditivos para que um grupo de acionistas ativistas conseguisse substituir membros do Board foi sempre o controle do conselho sobre o proxy card, documento de votação submetido pela empresa aos acionistas.

Além disso, os custos de divulgação dos candidatos submetidos pelo Conselho eram pagos pelos acionistas e fundos dissidentes, que deveriam arcar com a divulgação e a “campanha” de seus candidatos, o que tornava inviável em muitos casos a vitória de uma proposta opositora.

Alguns se opõem à proposta como a U.S. Chamber of Commerce’s Center for Capital Markets Competitiveness (CCMC) que argumenta que a proposta é “um presente aos investidores ativistas e será prejudicial aos pequenos acionistas na medida em que permitirá que estes ativistas imponham seu ponto de vista o qual nem sempre serve aos objetivos de longo prazo das empresas”.

Porém, essas mudanças no fundo só vieram ratificar direitos legais já existentes dos acionistas de eleger membros independentes do conselho. Como disse Mary Shapiro, Chairman da SEC, durante votação da proposta, “a maneira mais efetiva de fazer com que os conselhos prestem contas é assegurar que os stakeholders tenham uma oportunidade real de exercer, na prática, direitos que já possuem legalmente de nomear os membros deste conselho”.

22.maio.2009

A importância de oferecer transcrições

Muitas companhias têm oferecido em seu website de RI transcrições de suas teleconferências e de reuniões importantes e esta atitude é fortemente recomendada. Contudo, estas transcrições não são habitualmente oferecidas como se pode pensar ao analisar uma empresa globalmente. Muitas instituições, principalmente pequenas e pouco cobertas, não fornecem este recurso.

Para muitos investidores, as transcrições são muito proveitosas e preferidas a áudios ou a vídeos, os quais podem ser lentos dependendo da conexão, além de exigir dos interessados tempo para percorrer toda a gravação a fim de coletar as informações que procuram. Ademais, a maioria dos investidores não tem tempo em suas concorridas agendas para escutar por completo as teleconferências de todas as companhias de seu portfólio, assim potenciais investimentos são preteridos.

Apesar de muitas companhias argumentarem que a oferta de suas transcrições implica em trabalho e custos adicionais para suas equipes de RI, os benefícios compensam os esforços. As transcrições apresentam boa relação de custo-benefício para atrair mais investidores e ampliar a audiência da empresa. A possibilidade de imprimir, traduzir e olhar brevemente o material, o que não pode ser feito com áudios e vídeos, é muito apreciada pelos investidores, assim como são as transcrições das seções de perguntas e respostas das teleconferências. Em geral, recomenda-se estabelecer a prática de apresentar as transcrições em inglês.

Baseado nos resultados do IR Global Rankings 2009, menos de 40% das companhias oferecem transcrições para suas teleconferências. Embora esta média seja relativamente baixa, foi identificada uma tendência positiva ao comparar com as edições anteriores, e acredita-se que o número de companhias a oferecer transcrições aumentará gradual e constantemente no futuro próximo. Dentre as empresas que participaram nas edições do IR Global Rankings de 2008 e 2009, a tendência de crescimento foi confirmada com um aumento significativo na região da América do Norte.

11.maio.2009

Sinalizando Claro Comprometimento com Acionistas

Como gerar valor aos acionistas? O que eles procuram? Investidores buscam empresas preocupadas, com a geração de valor para seus stakeholders, além de: (i) uma boa história de investimento, (ii) uma equipe de administradores comprometidos e capazes de executar o plano de negócios com governança corporativa, e (iii) resultados que comprovem a assertividade da estratégia adotada.

Gerar valor para os acionistas é a principal responsabilidade dos diretores e dos conselheiros de administração, e só existem dois caminhos para isso: (i) por meio do pagamento de dividendos, ou (ii) pela valorização das ações no mercado. É uma questão de tempo, mas percebe-se, claramente, que investidores pressionam crescentemente as empresas e o management para que atuem nessas duas frentes.

Somado a estes fatos, após quase dez anos atuando no mercado de consultoria em relações com investidores, em vários países, entendemos ser de suma importância que se inclua nas atividades dos conselhos de empresas abertas, a análise pró-ativa da estratégia, projetos e objetivos da empresa, sob a ótica de geração de valor para o investidor.

Para que se consiga maximizar os resultados, aconselhamos (e atuamos no apoio) nossos clientes a implementarem um comitê MULTIDISCIPLINAR, cuja função principal é orientar o conselho de administração e o Management na maximização da geração de VALOR.

Principais funções do Comitê de Geração de Valor:

• Analisar e estruturar estratégias focadas na geração de valor aos acionistas baseando-se em informações do mercado, inputs da companhia e dos membros do conselho de administração;
• Acompanhar a evolução dos múltiplos (analistas de sell-side) e preço das ações da empresa e pares mercadológicos, desenvolvendo ferramentas para mensuração dos efeitos das estratégias adotadas;
• Analisar as atividades que representam risco para a geração de valor, municiando o conselho de informações e recomendações;
• Garantir que a cultura de geração de valor seja absorvida por todos na companhia (“ajuste de cultura”);
• Alinhar a história de investimento com a estratégia de negócios e comunicá-la assertivamente aos investidores;
• Atuar para eliminar o GAP de valor entre a companhia e seus pares mercadológicos

Além de ressaltar o comprometimento do management com os interesses de todos os stakeholders, a implantação do Comitê de Geração de Valor, pelos conselhos de administração, envia um forte sinal ao mercado de preocupação com o valor no longo prazo da companhia, fator essencial que contribui para os acionistas tomarem suas decisões de investimento.

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