Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.

Arquivo de julho, 2009

24.julho.2009

O que os investidores procuram para tomar suas decisões de investimento?

Nunca a competição pelo capital destinado a investimentos esteve tão acirrada, particularmente para o mercado de ações, onde os investidores têm milhares de empresas abertas no mundo inteiro para escolher em quais investir, ao mesmo tempo em que o dinheiro destinado a este tipo de investimento está mais escasso e seletivo.

Neste cenário, o executivo de RI deve assegurar que a mensagem de investimento da companhia seja totalmente compreendida pelo mercado, de forma a assegurar que sua ação seja corretamente precificada. Além disso, as empresas têm que competir entre si por este capital e conseguir, de alguma forma, se destacar em relação a seus pares.

Ao planejar e direcionar seu plano de comunicação financeira, o RI e os executivos da companhia devem entender, comunicar e enfatizar os pontos que o mercado procura em uma empresa para tomar suas decisões de alocação de portfólio de investimentos.

Mas quais são os pontos-chave que influenciam as decisões de investimento e devem ser enfatizados pelo RI em sua interação com o mercado?

1. O valor da marca (conceito de brand equity): O mercado procura marcas reconhecidas nas áreas em que atuam. Empresas cujas marcas são reconhecidamente fortes para apoiar a estratégia, que estão tomando todas as atitudes possíveis para cativar, manter e aumentar sua base de clientes e que estão entregando os resultados que prometem.

2. Vantagens competitivas e barreiras de entrada: Os investidores procuram empresas que possuem diferenciais estratégicos em relação a seus competidores. O setor em que a empresa atua determinará quais são as vantagens competitivas e/ou as barreiras de entrada necessárias para se destacar em relação aos pares. Seja um produto diferenciado, seja uma logística mais eficiente e de menor custo, seja a concessão para atuar em determinada região. Vantagens competitivas e barreiras de entrada sólidas e sustentáveis são fatores essenciais para a decisão de investimento. É fundamental que esses pontos sejam entendidos pelo mercado.

3. Competência do management: A capacidade técnica dos gestores da empresa, aliada ao tempo de experiência no setor em que a empresa atua e ao track record de resultados consistentes. É isso que os investidores procuram ao analisar o management team de uma possível investida. E esse é um dos pontos essenciais a ser ressaltado ao mercado. Ninguém quer investir em uma Ferrari dirigida pelo Nakajima.

4. Potencial de crescimento: O mercado procura empresas que tenham boas perspectivas de crescimento e de aumento de market share, com ganhos de escala e margens de lucro sustentáveis.

5. Sólido desempenho operacional e financeiro: Basicamente, isso significa que os investidores procuram empresas que tenham um histórico de resultados financeiros consistentes, com crescimento de receitas, lucros e margens. Um balanço forte, com posição de caixa e de endividamento saudável são fatores que os investidores procuram e que devem ser enfatizados nas interações com o mercado.

6. Tamanho e agilidade na tomada de decisões: Os investidores procuram empresas que tenham tamanho suficientemente grande para competir de forma eficiente, mas que, ao mesmo tempo, tenham demonstrado agilidade na tomada de decisões. O mercado é muito volátil e as empresas têm que se adaptar rapidamente a novas condições se quiserem continuar competitivas. Quanto menos engessado o processo decisório, sem que isso comprometa a operação da empresa, melhor.

 

13.julho.2009

A força do mercado brasileiro de IPOs

Há cerca de duas semanas atrás, ainda durante os efeitos da maior crise financeira desde 1929, foi realizado, com grande sucesso, a maior oferta inicial de ações (IPO) do mundo em 2009.

A Visanet levantou R$ 8,4 bilhões (US$ 4,3 bilhões) em uma oferta secundária, suplantando de longe o US$ 1,26 bilhão da segunda maior oferta do ano da empresa chinesa Zhongwang Holdings, acontecida em abril.

Além disso, desde o começo do ano viu-se a realização de duas outras ofertas de ações (follow-ons) e, segundo a CVM e a BM&FBovespa, existem outras seis ofertas em processo de análise/realização. Somadas, devem totalizar mais de R$ 22 bilhões (conforme prospectos).

Para efeito de comparação, o número de ofertas de ações de empresas americanas foi de 11 no primeiro semestre de 2009 (uma no 1T09 e 10 no 2T09), levantando menos de US$ 3 bilhões. Desde 1995, o mercado norte americano liderava recorrentemente as ofertas de ações em valor, fato esse que não se confirma em 2009.

Mesmo sem considerar a Visanet, o “BIC” (Brasil, China e Índia) foi responsável por cinco dos dez maiores IPOs que ocorreram desde março de 2008.

Isso pode ser explicado, em parte, pelo fato de ainda existirem nesses países empresas fechadas, grandes, que atuam em segmentos em expansão e, portanto, altamente atrativas para os investidores, mesmo em tempos de crise.

Além disso, essas operações demonstram o fortalecimento e até mesmo a robustez de algumas economias emergentes, como a brasileira, que navega, em muitos aspectos, em águas comparativamente mais calmas que as de países desenvolvidos.

Some-se a isso um retorno relativo de liquidez no mercado nacional e começamos a dispor de um cenário favorável às ofertas públicas de ações. Obviamente nada parecido com o período 2006-2007, entretanto, companhias maiores que estão entregando resultados, e que operam em setores com bom potencial de crescimento, começam a encontrar suas janelas para encaixar ofertas (superiores a R$ 500 milhões).

6.julho.2009

Empresas devem incentivar participação em assembléias

Ninguém discute a importância do direito de voto em assembléias. Contudo, simplesmente ter esse direito garantido não é suficiente para que acionistas participem e efetivamente votem.

O custo de participação (deslocamento, tempo, despesas, etc.) e a dificuldade de compreender o que está sendo proposto (clareza e detalhamento dos itens da pauta de votação) fazem com que, na maioria da vezes, os acionistas simplesmente não exerçam esse direito nas assembléias (mesmo que remotamente por procuração para um representante da companhia ou pela nomeação de um procurador próprio).

Objetivando possibilitar que essa tão desejada e efetiva participação aconteça, a CVM já emitiu posicionamento favorável quanto à validade de voto por procuração com assinatura digital (processo liderado pela MZ com o Assembleais Online) e, complementarmente, estuda regulamentar o repasse de custos de participação em assembléias às empresas listadas. A CVM também segue em curso para reformar a Instrução CVM 202, cujo objetivo (dentre outros) é incentivar uma melhoria no padrão das informações fornecidas pelas empresas (maior qualidade e disponibilidade).

Além disso, a CVM também está orientando as empresas a produzirem um manual de votação em assembléias, explicando os procedimentos de votação e detalhando a pauta, de forma a que os investidores possam entender e preparar o voto de maneira adequada. De acordo com a minuta colocada em discussão pública pela CVM (o prazo para discussão terminou dia 1/6/09), acionistas minoritários poderão incluir sugestões próprias, desde que estejam dentro da pauta que foi proposta. Dessa forma, poderão, por exemplo, indicar candidatos para os conselhos de administração e fiscal.

A MZ, que lidera o processo de voto por procuração com assinatura digital, está contribuindo para que as empresas comprometidas com as melhores práticas de governança corporativa facilitem a participação dos acionistas em assembléias. Quer pela utilização do seu sistema (Assembleias Online), quer montagem e disponibilização de um manual de votação (www.assembleiasonline.com.br).

A empresas devem se preparar para esta nova realidade. Votar é um direito dos acionistas e um avanço inexorável nas práticas de governança corporativa.

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