A sustentabilidade vem sendo inserida na agenda de diálogo de nações do mundo todo. A preocupação com o desenvolvimento sustentável das populações e melhoria de sua qualidade de vida é o foco das discussões, e já conta com uma grande quantidade de iniciativas e compromissos que guiam a atuação de governos e empresas na busca desse objetivo, como o Pacto Global e as Metas de Desenvolvimento do Milênio, ambos criados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A preservação do meio ambiente, outra parte essencial desse desenvolvimento, também é pauta constante na discussão de medidas que reduzam o impacto atual das atividades industriais e econômicas e garantam a perenidade de recursos para as próximas gerações.
Nesse sentido, as empresas têm um importante papel, como agentes transformadoras do ambiente em que se inserem. Companhias de diversos setores e portes já incorporam as necessidades e interesses de todos os seus públicos (stakeholders) - como comunidade, colaboradores e fornecedores - em seu modelo de negócios, inserindo a sustentabilidade em sua estratégia e criando um novo ponto de vista ao avaliar a performance dos negócios por meio de seu desempenho nas dimensões econômica, social e ambiental.
Com a integração do desenvolvimento sustentável à sua estratégia e atuação, surgem, cada vez mais, grandes oportunidades para o crescimento e a perenidade dos negócios das empresas.
Ao ouvir seus públicos e gerenciar seus impactos ao meio ambiente, a empresa consegue aperfeiçoar seus processos, reduzir o desperdício de recursos naturais, e com isso, se antecipar aos possíveis riscos aos quais está exposta, que passam a ser gerenciados de maneira mais eficaz, diminuindo a chance de perdas e garantindo negócios mais sólidos ao longo do tempo. Isso sem falar na redução de custos.
O bom desempenho social e ambiental também pode proporcionar grandes ganhos ao posicionamento e à expansão das empresas. Importantes bolsas de valores já criaram carteiras de ações compostas por empresas com desempenho diferenciado nas práticas de sustentabilidade, como o DJSI (Dow Jones Sustainability Index) e o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&F Bovespa).
Só nos Estados Unidos, as ações de empresas com esse perfil já atraem mais de US$ 2,7 trilhões em patrimônio de fundos SRI (Socially Responsible Investing), segundo último relatório publicado pela Social Investment Forum (SIF), organização sem fins lucrativos, em 2007. De 1995 a 2007, o patrimônio desses fundos cresceu 324%, enquanto o do universo total de fundos de investimento cresceu menos de 260%. No Brasil, com uma trajetória mais recente iniciada em 2005, já existem 12 fundos com esse perfil que em 2008 administravam um patrimônio de R$ 2 bilhões.
Além de todas essas oportunidades, a atuação estratégica para a sustentabilidade nos negócios agrega valor aos principais ativos intangíveis da empresa, como marca e reputação junto aos seus clientes, parceiros e toda a sociedade.
As práticas e ferramentas aplicadas no desenvolvimento da sustentabilidade nos negócios serão abordadas em um conjunto de cursos oferecidos pela consultoria de gestão Finanças Sustentáveis.
O primeiro curso da série “Sustentabilidade nos negócios do setor financeiro: avaliando riscos e oportunidades”, apresentará as melhores práticas e os recursos de gestão da sustentabilidade nas instituições financeiras, como os Princípios do Equador e outros conjuntos de diretrizes para aplicação nas políticas de investimento e concessão de crédito, com o objetivo de garantir um desempenho ambientalmente correto e socialmente justo dos projetos financiados.
O curso acontece em 10 de novembro, das 8h30 às 18h, no Hotel Tryp Itaim. Para saber mais e se inscrever, acesse: http://www.financassustentaveis.com.br/cursos.aspx








