


Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com
A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.
26.outubro.2009
Todo investidor tem o objetivo de alcançar um resultado financeiro de um determinado investimento compatível com o risco que ele está correndo. No entanto, uma diferença que é muitas vezes ignorada é o tempo que os investidores esperam realizar o seu investimento.
Alguns fundos “giram” seus portfólios com maior ou menor velocidade, investidores com maior giro e agressividade podem negociar o equivalente a todo seus ativos em apenas 6 meses, enquanto um investidor médio levaria um prazo de 18 meses e um investidor de longo prazo pode segurar um ativo por uma média de 3 anos e um investidor de private equity, as vezes em até 5 anos.
Da mesma forma, nem todos os ativos dentro de um portfólio são mantidos pelo mesmo período de tempo, os próprios administradores de recursos reservam uma parcela da carteira para um giro maior e realização de lucros no curto prazo, assim que algum movimento específico aguardado pelo gestor ocorrer. A outra parcela, que seria a aposta de longo prazo, fica então focada em companhias que ele se sente mais confortável em possuir por um período maior.
Eu tenho certeza que a maioria dos leitores imagina que o ideal para uma companhia é ser desejada como um investimento de longo prazo e possuir “investidores-parceiros”. Não é bem assim.
De fato, é importante para uma companhia que pelo menos uma parcela relevante de seus investidores mantenham-na como investimento de longo prazo, afinal esses investidores agem como importante balizador de preços em períodos de maior turbulência, minimizando a volatilidade.
Por outro lado, não é tão incomum, principalmente entre companhias menores ou com um percentual pequeno no mercado, encontrar exatamente o problema oposto. São companhias que conseguiram com muito sucesso atrair investidores de longo prazo, mas como esses investidores decidiram manter esses papéis por um prazo mais longo, a liquidez foi se enxugando até praticamente não restar mais negociação. Como liquidez é um círculo – vicioso ou virtuoso, dependendo do caso – a falta de liquidez acaba desestimulando a negociação e agravando o problema. Nesse caso, os próprios investidores de longo prazo acabam ficando sem ter como vender suas participações no mercado e acabam mantendo-as por ainda mais tempo e assim sucessivamente.
Desse modo, fica demonstrado que possuir apenas investidores de longo prazo, ao contrário do que o senso comum diria, é prejudicial para uma companhia no mercado de capitais.
Uma estimativa do mercado é que uma companhia com liquidez normal apresente uma negociação diária de aproximadamente 0,6% do total de ações no mercado. Isso significa que o equivalente ao total de ações da companhia no mercado acaba sendo negociado a cada 6 meses, o que é um período relativamente curto, ressaltando a necessidade de investidores com um giro expressivo.
Nesse sentido, aqueles investidores que rodam o portfólio com freqüência, normalmente fundos de hedge, são absolutamente benéficos para o mercado. Aliás, um dos grupos que mais giram seus portfólios no mercado é o de pessoas físicas. Apesar de responder por uma parcela menor dos ativos totais, responde por aproximadamente um quarto do volume diário da Bovespa.
Essa tem sido uma das principais razões pela qual um grande número de companhias, particularmente aquelas que precisam aumentar sua liquidez, procura atrair esse segmento para sua base de acionistas e sua importância tende a continuar crescendo no planejamento e no foco das áreas de relações com investidores.




