


Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com
A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.
13.outubro.2009
A maioria dos artigos sobre relações com investidores discorre sobre melhores práticas, inteligência de mercado, posicionamento da companhia e outros assuntos de maior valor agregado. No entanto, conforme vai se intensificando o número de divulgações não custa ressaltar algumas das coisas básicas para uma divulgação bem sucedida.
Se normalmente ressaltamos a importância da mensagem e das explicações é porque tomamos como princípio básico que os números apresentados estão corretos. Não estou comentando eventuais fraudes, visto que ninguém precisa de uma coluna para lembrar que uma fraude não é uma boa prática, estou comentando eventuais erros legítimos, decorrentes de falha de digitação, erro de fórmulas ou mesmo falta de atualização.
Esse tema pode parecer irrelevante de tão simples, mas não é. Na verdade, é tão complexo que foi objeto da Regulamentação Sarbanes-Oxley – seção 404, onde se determina que as companhias devem analisar seus processos de divulgação e certificá-los, apontando possíveis fontes de erro e ações para mitigar ou eliminar esses riscos.
Vale destacar que entram como possíveis fontes de erros que devem ser corrigidas todos os processos dependentes de processos humanos, como a atualização manual de planilhas. Essa parte da legislação gerou um esforço formidável – e custo similar – das companhias listadas nas bolsas americanas e seus consultores (geralmente as empresas de auditoria) para adequar seus processos à regulamentação em questão, demonstrando que não é uma questão banal.O mesmo esforço deveria ser realizado não apenas no processo contábil, mas também no próprio processo de RI.
Como o processo de construção de releases de resultados costuma depender de planilhas e em alguns casos essas planilhas sequer possuem fórmulas, sendo os valores inseridos manualmente, existem alguns riscos relevantes.
Alguns erros são comuns a diversas companhias e são evitados com maior confiabilidade quando os materiais são preparados com antecedência que permita adequada revisão.Esses erros ocorrem por diversos motivos como erros em fórmulas das planilhas – gerando somatórios inconsistentes ou variações percentuais erradas, digitação incorreta – trocando um número ou mesmo multiplicando um resultado por 10 quando erra-se a posição da vírgula, entre outros.
No entanto, o erro mais comum é a falta de atualização, principalmente em releases que sofrem diversas modificações, gerando inconsistências entre tabelas e texto (uma vez que é mais fácil checar tabelas do que os números ao longo do texto) ou entre a versão em português e a em inglês, o que gera uma falha grave de comunicação ao divulgar dados diferentes para mercados diferentes.
Outro erro comum é a “inconsistência histórica”, ou seja, os resultados estão todos certos no release ou ITR do trimestre, mas a informação histórica não bate com a previamente divulgada. Muitas vezes isso não é propriamente um erro, mas sim resultado de um ajuste realizado posteriormente, mas algumas companhias não ressaltam e explicam esses ajustes, tratando-os como se fossem os mesmos divulgados anteriormente.
Finalmente, existe o erro mais grave, que foge ao próprio escopo de RI que é quando a informação produzida pela própria contabilidade apresenta erros. Apesar de ser menos freqüente, pode-se estimar que até 1% dos casos, a primeira versão de números que chega para o RI apresenta inconsistências graves, como o lucro líquido na demonstração de resultado diferente daquele do fluxo de caixa ou o caixa deste ser diferente daquele do balanço patrimonial.
O RI de uma companhia também é responsável pelo número que disponibiliza, afinal, é sua credibilidade que está em jogo. Pouco importa se o erro veio da contabilidade ou não, todos os números devem ser checados, nos textos, nas tabelas, no histórico, nas línguas em que foi produzido, sem deixar espaço para erro, antes de ser enviado.




