Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com

A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 250 profissionais e mais de 300 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. A Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™ e a unidade de treinamentos corporativos - MZ University.

Arquivo da categoria ‘Comunicação’

30.dezembro.2008

Comunicação Integrada versus “A Torre de Babel da Comunicação Corporativa”

Comunicação Integrada não é um conceito meramente teórico e nem um tema de ficção científica. É, sim, um dos melhores antídotos para se evitar a perda de percepção de valor de uma companhia decorrente da comunicação desalinhada de suas mensagens.

Por isso, entendemos que é assunto que precisa ser levado a sério, especialmente pelas companhias conscientes da importância crescente de comunicar seus valores intangíveis ao mercado.

Com a alteração recentemente constatada nos vetores de valor, os ativos físicos e financeiros têm sido cada vez mais alavancados por ativos intangíveis, entre os quais:

  • capital humano (talento, habilidades e conhecimentos dos colaboradores);
  • capital informacional (bancos de dados, sistemas de informação, redes e infra-estrutura tecnológica), e
  • capital organizacional (cultura da empresa, liderança, comunicação e alinhamento de mensagens da companhia).

Como tem sido freqüentemente referido por fontes de pesquisas, já no início dessa década mais de 80% do valor percebido das companhias vinham de fontes que estavam ausentes dos relatórios contábeis. Apesar disso, a implantação da Comunicação Integrada tem sido freqüentemente tratada de forma amadora. E qual a razão disto?

Em primeiro lugar, porque grande parte dos executivos acredita que comunicação é matéria fácil e se sente, inclusive, em condições de “dar palpites em assunto tão cotidiano”. Mas a maioria não se sente tão segura para opinar sobre seus fundamentos e/ou gerenciá-la.

E a explicação é simples. A comunicação é - na verdade - uma atividade de grande complexidade e dificuldade de gestão. Ocorre, simultaneamente, tanto de forma planejada e administrada, quanto de maneira informal e quase incontrolável.

Todos nós conhecemos sofisticados modelos de gestão que controlam as diversas áreas de nossa companhia - finanças, produção, pessoal, sistemas de informações, etc. - mas não conhecemos modelo de gestão que controle a comunicação.

Além dessa dificuldade, temos que lembrar que a empresa está no centro - quase epicentro - de um conjunto de audiências estratégicas (clientes, público interno, investidores, imprensa, fornecedores, comunidade, entidades de classe, governo, parceiros, órgãos reguladores, terceiro setor, etc.) que estão sempre interagindo e promovendo um ambiente de troca de informações perigosamente dinâmico e complexo para ser entendido, o que dirá gerenciado.

Contudo, esse ambiente de alta interação dos públicos estratégicos da companhia é um solo fértil para se detectar inconsistências e/ou desalinhamento de mensagens da companhia. Isso observado, a companhia perde credibilidade e, em decorrência, valor percebido.

Não bastasse esse policiamento dos públicos estratégicos por mensagens consistentes e alinhadas, considere-se ainda que alguns desses “stakeholders” são, intrinsecamente, mais do que uma só audiência.

Como exemplo, imagine um funcionário (público interno) que possua ações da companhia (acionista), resida próximo à empresa (comunidade) e consuma o produto, ou serviço, da empresa (cliente). Esse funcionário receberá mensagens da companhia como público interno, como acionista, como membro da comunidade, como consumidor, e  estará descontente se não perceber que está recebendo mensagens diferentes na forma, mas consistentes no conteúdo.

Como se tudo isso não bastasse, há que se considerar a alta freqüência com que se observa a falta de alinhamento comunicacional horizontal nas companhias. Isso promove uma perigosa comunicação tipo “colcha de retalhos” que produz - de fato - mensagens não consistentes.

  • Diretoria Financeira emitindo mensagens ao mercado financeiro;
  • Diretoria de Relações com Investidores emitindo mensagens ao mercado de capitais;
  • Diretoria Comercial emitindo mensagens aos consumidores;
  • Diretoria de Recursos Humanos emitindo mensagens ao público interno;
  • Diretoria de Comunicações Institucionais emitindo mensagens à opinião pública, etc.

E, assim, mais uma vez corre-se o risco de confundir os públicos estratégicos e de imprimir uma importante perda de credibilidade pela percepção de mensagens inconsistentes emitidas pela companhia, que sofrerá perda de valor percebido.

O que a Comunicação Integrada promove - neste processo - é o alinhamento comunicacional, gerando ganho de valor percebido pelo alinhamento das mensagens e pela consolidação da credibilidade da companhia.

Mas não é suficiente entendermos a importância do assunto. É importante lembrarmos que a Comunicação Integrada é um sistema e um processo e que a MZ está preparada a apoiá-lo(a) nesta implantação em sua companhia e na monitoração da geração de valor decorrente.

23.dezembro.2008

IBGC: Assembléia Geral de março terá mecanismo on-line aperfeiçoado

 Os associados ao IBGC votarão na próxima eleição, marcada para março de 2009, utilizando o sistema on-line com certificação digital, realizado em parceria com a Assembléias Online (www.assembleiasonline.com.br), empresa responsável pela ferramenta e sua implementação.

Desde 2004, o Instituto viabiliza a manifestação de voto à distância, a mudança está no processo, funcionalidades, segurança e agilidade imprimidos ao novo mecanismo, esclarece a secretária geral Heloisa Bedicks. “O IBGC vem, ao longo desses quatro anos, procurando ferramentas de vanguarda que possibilitem cada vez mais a participação de nossos associados em assembléia”, complementa.

Para obter o certificado digital, cada associado deverá preencher um cadastro e criar login e senha para acesso ao sistema. Dentro de até 24 horas o associado receberá, por e-mail, um termo de titularidade e de responsabilidade, que deve ser assinado com firma reconhecida e enviado, via correio, juntamente com cópias autenticadas de CPF, RG e comprovante de residência para a Assembléias Online. Após validação dos documentos o associado receberá e-mail contendo o link onde poderá copiar seu certificado digital e sua senha do certificado – diferente da senha de acesso ao site.

O certificado digital, com validade de um ano, não terá custo ao associado nem ao IBGC e poderá ser utilizado em qualquer outra assembléia que faça uso do sistema da Assembléias Online. Até o prazo de validade o associado pode fazer a revalidação utilizando o próprio certificado e, em caso de perda ou após o prazo de validade, o associado precisará repetir o procedimento inicial.

Processo para votação.
Até o dia anterior da Assembléia Geral será necessário que o associado acesse o site de votação com seu login e senha para ingressar no ambiente com as propostas a serem votadas na Assembléia. Para então:
1. Escolher seus votos em cada uma das propostas;
2. Inserir seu certificado digital e senha no momento do envio do voto (o procedimento atesta a autoria e teor do voto, dia e hora realizado).

Ao final, o sistema gera um documento com o voto, nos moldes de uma procuração, e um relatório consolidado com a contagem total dos votos emitidos on-line. As procurações serão armazenadas pela Assembléia Online e o relatório, entregue ao auditor a ser definido pelo IBGC para o processo eleitoral.

 

18.dezembro.2008

Não deixe de se cadastrar no Assembléias Online, é rápido, fácil e seguro.

Exerça seu direito de participar das Assembléias Gerais das Companhias do seu portfolio de investimentos

Após inovação e consulta elaborada pela MZ, com a respectiva aprovação recebida do Colegiado da CVM em junho/2008, o serviço Assembléias Online foi totalmente estruturado em quatro meses. Esse serviço está 100% operacional e já conta com aproximadamente 100 cadastrados (pessoas jurídicas e físicas), com emissão gratuita do certificado digital privado.

O Assembléias Online foi desenvolvido e estruturado pela MZ Consult, em parceria com a Certisign/VeriSign e o Tauil & Chequer Advogados Associado a Thompson & Knight. Além de sólida estrutura jurídica (legislações brasileira e americana), o Assembléias Online tem seus certificados digitais privados emitidos pela VeriSign (maior empresa do mundo no segmento), assegurando assim o benchmark em termos de segurança, carimbo do tempo, tecnologia e autenticação, não apenas aos investidores brasileiros (institucionais e pessoas físicas) como também aos mais exigentes fundos estrangeiros.

Adicionalmente ao tripé de empresas acima mencionado, a Ernst & Young foi contratada para revisar o ambiente de controles internos da plataforma Assembléias Online objetivando aperfeiçoá-los (privacidade, confidencialidade, segurança, disponibilidade e integridade do processamento).

Essa estrutura de excelência permite que o Assembléias Online disponibilize não apenas um ambiente extremamente seguro e íntegro para a realização de assembléias gerais de companhias e fundos pela Internet, como também garante a emissão de relatórios consolidados confiáveis sobre o resultado das respectivas votações, demanda mínima de qualquer jurídico de companhia ou de fundo de investimento.

O Assembléias Online já é uma realidade e será consolidado com a sua participação.

Se você possui ações ou cotas de fundos de investimento (inclusive fundos de renda fixa de bancos comerciais), cadastre-se e divulgue esse serviço para aqueles investidores que, como você, também desejam maior transparência e oportunidade de participar das assembléias de companhias e fundos. Conheça o site www.assembleiasonline.com.br. Além de gratuito, o serviço é rápido, fácil e seguro.

11.dezembro.2008

Cadastre-se agora no Assembléias Online e receba seu certificado digital privado inteiramente grátis

Uma vez cadastrado, você já estará pronto para participar e votar em assembléias gerais de companhias e fundos pela Internet, com total comodidade. Exerça o seu direito como investidor!!!

Como é de conhecimento geral, após aprovação recebida do Colegiado da CVM em junho/2008, o serviço Assembléias Online foi totalmente estruturado em quatro meses e oficialmente lançado em evento realizado no Hotel Transamérica em 9/12 (terça-feira passada).

Presentes no evento, mais de 250 profissionais ligados ao mercado de capitais, incluindo advogados de 18 dos principais escritórios brasileiros e representantes de mais de 70 empresas e bancos, além de gestores de fundos e instituições como Fama Investimentos, FUNCEF, PREVI e BNDES.

Após cadastro e recebimento do seu certificado digital gratuito, acionistas e cotistas poderão consultar os documentos relacionados à assembléia, discutir pautas, votar pela Internet e acompanhar o evento ao vivo, com total comodidade e segurança. Para cadastrar-se, favor visitar o site www.assembleiasonline.com.br.

O Assembléias Online foi desenvolvido e estruturado pela MZ Consult, em parceria com a Certisign/VeriSign e o Tauil & Chequer Advogados Associado a Thompson & Knight. Além de sólida estrutura jurídica (legislações brasileira e americana), o Assembléias Online tem seus certificados digitais privados emitidos pela VeriSign (maior empresa do mundo no segmento), assegurando assim o benchmark em termos de segurança, carimbo do tempo, tecnologia e autenticação, não apenas aos investidores brasileiros (institucionais e pessoas físicas) como também aos mais exigentes fundos estrangeiros.

Adicionalmente ao tripé de empresas acima mencionado, a Ernst & Young foi contratada para revisar o ambiente de controles internos da plataforma Assembléias Online objetivando aperfeiçoá-los (privacidade, confidencialidade, segurança, disponibilidade e integridade do processamento).

Essa estrutura de excelência permite que o Assembléias Online disponibilize não apenas um ambiente extremamente seguro e íntegro para a realização de assembléias gerais de companhias e fundos pela Internet, como também garante a emissão de relatórios consolidados confiáveis sobre o resultado das respectivas votações.

Em resumo, o Assembléias Online possibilita que companhias e fundos alcancem um novo patamar de governança corporativa, incentivando maior transparência e facilitando a participação de investidores em assembléias gerais.

O Assembléias Online já é uma realidade e será consolidado com a sua participação. Cadastre-se e divulgue esse serviço para aqueles investidores que, como você, também desejam maior transparência e oportunidade de participar das assembléias de companhias e fundos das quais investe. Visite o site www.assembleiasonline.com.br. É rápido, fácil e seguro.

26.novembro.2008

A Evolução das Assembléias de Investidores

As companhias e fundos de investimento dispõem agora de uma plataforma única, na Internet, no sentido de aprimorar suas práticas de governança corporativa e transparência com o mercado de capitais: o Assembléias Online terá seu evento de lançamento oficial no próximo dia 9 de dezembro, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Aprovado pelo Colegiado da CVM em junho desse ano, o Assembléias Online é uma plataforma tecnológica que permite maior participação de investidores em assembléias gerais, uma vez que possibilita que eles votem remotamente pela Internet, além de participarem ativamente das discussões acerca das matérias a serem deliberadas, por meio de blogs ou fóruns, e até mesmo assistir a transmissão ao vivo da reunião.

Criada pela MZ, consultoria líder de comunicação financeira da América Latina em parceria com a Certisign, líder no mercado brasileiro de certificação de assinaturas digitais do Brasil e com apoio jurídico do Tauil & Chequer Advogados associado a Thompson & Knight LLP, a plataforma é um ambiente fácil, rápido e seguro para acionistas ou quotistas que contempla os serviços de: (i) cadastro e emissão de certificado digital privado; (ii) discussão e/ou proposição de pautas; (iii) votação em assembléias gerais; e (iv) acompanhamento dos eventos ao vivo.

Para os fundos de investimento brasileiros, a plataforma colabora com o compromisso firmado juntamente a ANBID em janeiro desse ano, visando estabelecer diretrizes para exercício de direito de voto em assembléias de acionistas.

Não deixe de conferir o início do processo dessa revolução das assembléias de investidores!

21.novembro.2008

Programas de Recompra de Ações

A recente desvalorização das ações das companhias listadas em bolsa de valores está novamente trazendo os programas de recompra de ações ao primeiro plano dos debates corporativos. Em um cenário de crise, algumas companhias recorrem aos programas de recompra, visando sinalizar ao mercado que os preços correntes de suas ações não refletem seus fundamentos e que existe uma forte confiança dos administradores no desempenho futuro.

Além desse signaling que, devido à assimetria de informações entre gestores e mercado, tende a valorizar o preço dos papéis no curto prazo, existem outras razões relevantes para esse tipo de operação, como: uma forma de distribuir caixa aos acionistas, ou alterar a estrutura de capital vigente.

No atual momento de escassez de crédito, algumas empresas interessadas nesse efeito signaling, mas sem comprometimento de caixa na aquisição de ações e redução free float, lançam mão da chamada “recompra sintética”, um swap, onde a companhia, apostando na valorização de suas ações, “troca” (normalmente com um banco) a variação futura do preço das mesmas, por um percentual da remuneração do CDI. No entanto, por se tratar de uma operação financeira, os ganhos e perdas decorrerão das condições do mercado no vencimento da operação.

Outro ponto interessante: Em 2007, o Morgan Stanley analisou o desempenho das ações de empresas americanas que fizeram programas de recompra de ações entre 1997 e 2007 e averiguou que os programas de recompra de maior sucesso foram adotados em momentos de crise em que os papéis estavam precificados abaixo de seu valor patrimonial e os diretores não venderam suas ações da empresa.

Vale lembrar que antes de qualquer decisão, a companhia deve levar em conta os diferentes interesses de seus acionistas. Para exemplificar, investidores que visam retornos em curto prazo, dado a atual situação das bolsas, podem considerar um programa de recompra, uma boa alternativa de saída. Por outro lado, um investidor de longo prazo pode preferir que o caixa desta operação seja, por exemplo, utilizado em uma aquisição em potencial.

Do ponto de vista de relações com investidores, existe hoje a pressão, natural, para que a companhia tome providências em relação à desvalorização do preço de suas ações. Para que a empresa possa lidar com essa situação da melhor maneira, é muito importante, que a equipe de RI entenda claramente essas questões, de forma a auxiliar proativamente no processo de tomada de decisão, trazendo informações do mercado, pares e acionistas, em adição às já discutidas atividades de comunicação.

13.novembro.2008

O Relatório Anual como peça estratégica de Comunicação Corporativa

Se antes o Relatório Anual era considerado por alguns um calhamaço de informações em linguagem interpretável apenas por habitués do mercado de capitais, hoje é uma valiosa ferramenta de comunicação entre as empresas e seus diversos públicos de interesse: investidores de diferentes perfis, imprensa, colaboradores, clientes e fornecedores.

O aperfeiçoamento da publicação resultou da própria dinâmica do mercado financeiro, que vem se popularizando e diversificando. Paralelamente, a crescente exigência do mercado global por modelos transparentes de gestão dos negócios ampliou a abrangência dos temas abordados pelas empresas, que procuram transpor as determinações legais na divulgação dos resultados e das práticas de governança e de responsabilidade socioambiental.

Nesse contexto, o Relatório Anual tornou-se peça-chave para a comunicação corporativa: um registro espontâneo e transparente das companhias que, ao abranger todas as esferas do negócio, funciona como uma importante fonte de informação institucional e financeira voltada aos mais variados públicos.

Relatório de Sustentabilidade

Ao contar sua própria história, as empresas precisam acompanhar a crescente importância da sustentabilidade dos negócios. Dessa forma, procuram aliar cada vez mais o desempenho socioambiental ao econômico na estratégia de longo prazo e valorizar a sustentabilidade, como um diferencial na comunicação de suas práticas corporativas. 

Seguindo essa tendência, ganham força as diretrizes GRI (Global Reporting Initiative), estrutura de Relatório de Sustentabilidade adotada internacionalmente e que tem como objetivo comunicar com clareza e transparência os desempenhos de uma organização nos âmbitos econômico, social e ambiental, além de permitir a comparabilidade entre empresas e setores.

A adoção desse padrão, além de promover mais transparência à administração ao divulgar práticas sustentáveis para os diversos públicos com os quais a empresa se relaciona, contribui para o monitoramento dos indicadores e para a aproximação com os stakeholders, convertendo-se, nesse sentido, em um eficiente instrumento de gestão.

7.novembro.2008

Medindo, Avaliando e Melhorando Estratégias em Relações com Investidores

Conforme antecipado no post da semana passada, seguem algumas considerações sobre mensuração e aperfeiçoamento da efetividade de programas de relações com investidores (“RI”), desenvolvidos levando em consideração três estratégias básicas: (i) gestão das expectativas do mercado; (ii) gestão da base acionária; e (iii) geração de valor aos acionistas.

A boa gestão das expectativas do mercado é vital em qualquer programa de RI. Afinal, o valor de mercado de uma empresa tem relação direta com a sua percepção de risco pelos investidores. Quanto maior a homogeneidade entre os formadores de opinião (analistas de sell side e jornalistas econômicos), menor a percepção de risco e, portanto, maior o valuation da empresa. O mercado tende a valorizar (preferir) as empresas que não surpreendem (negativa ou positivamente) nos resultados.

Essa gestão começa com a análise contínua da dispersão das estimativas dos analistas de sell side sobre a companhia, comparativamente às expectativas para os seus pares (ou demais empresas cobertas por um grupo de analistas). Adicionalmente, no caso de companhias que fornecem guidance ao mercado, avaliando-se também o quão distante está a projeção da empresa comparativamente à média das expectativas dos analistas de sell-side.

E o que se espera de um Super RI? Simplesmente que a dispersão entre as expectativas dos analistas para a sua Companhia seja a menor comparativamente à de seus pares e que, preferencialmente, a média das expectativas de mercado seja a mais em linha com os resultados que a companhia espera entregar.

Fácil, não? Nem tanto. Somente um Super RI possui domínio do negócio (seu e dos pares), das estratégias e dos drivers de valor, além de credibilidade junto aos analistas, para saber provar seus argumentos e projeções junto a esses formadores de opinião.

A segunda estratégia de atuação contempla alta eficiência na gestão da base acionária. Acreditem …. base acionária se administra. Para isso, há que se entender, profundamente, a dinâmica dos investidores institucionais, ou seja, compreender o perfil de cada um (turnover, filosofia de investimento, localização geográfica, setores de interesse, expectativas, etc). Com isso, é possível iniciar dominar os movimentos de liquidez e volatilidade dos ativos negociados, além de se antecipar tendências que permitam nortear as ações da equipe de RI.

Adicionalmente, essa atividade permite a identificação de potenciais investidores que ainda não estão como acionistas correntes e desenvolver um programa de visitas no sentido de apresentar a história de investimento da sua companhia, discutir vantagens competitivas e diferenciais em relação aos seus pares mercadológicos.

A atividade de RI apresenta muita semelhança à função de marketing. Nesse caso, o produto é a ação da sua companhia e os profissionais de RI devem estruturar um sólido programa de comunicação com os principais públicos: analistas de sell-side; analistas de crédito/rating; investidores institucionais; mídia financeira; investidores pessoas físicas e CVM/BM&F Bovespa.

Simples, não? Nem tanto. Somente um Super RI possui as características diferenciadas para desempenhar essa estratégia com excelência (adicionalmente ao domínio do negócio (seu e dos pares): fluência em inglês e dom para vendas. E como medir a qualidade do Super RI? Basta acompanhar a evolução da composição da sua base de acionistas (por perfil desejado) e a taxa de conversão de “potenciais acionistas” em “acionistas da companhia”.

Finalmente, a geração de valor aos acionistas. Essa terceira estratégia parte da constatação de que nós não somos o que realmente somos, e sim como nós somos percebidos pelo mercado.

Portanto, a história de investimento da sua empresa deve ser sólida o suficiente e muito bem contada, de forma a que isso reflita em uma condição de “preferida” pela maioria dos analistas. Essa condição assegura um múltiplo acima da média e a geração de valor aos acionistas.

Diferentemente das duas primeiras estratégias, a maior geração de valor requer mais critérios técnicos e domínio dos concorrentes. O Super RI deve dominar o conceito de análise de “swot”, múltiplos EBITDA (e Lucro líquido) e upside para crescimento do preço da ação, adicionalmente a considerações qualitativas advinda de um sólido estudo de percepção junto a analistas e investidores institucionais.

E o que se espera do Super RI além de mostrar resultados concretos nessa terceira estratégia, no sentido de crescer os múltiplos relativos aos pares e crescer o upside do preço da ação? Espera-se que esse profissional tenha tamanho domínio do mercado de capitais, a ponto de ser uma voz desejável nos conselhos de administração quando esse estiver reunido for avaliar e tomar decisões estratégicas. O Super RI deve antecipar a reação do mercado e definir a melhor forma de capitalizar essa geração de valor.

30.outubro.2008

O Super RI Enfrentando a Crise

Comunicar resultados positivos é uma atividade gloriosa para qualquer equipe de relações com investidores. É prazeroso para um profissional destacar e comentar boas notícias com o mercado e ver o preço das ações subirem no dia seguinte. Fica fácil (requer pouca criatividade) desenvolver pautas para a imprensa especializada e a diretoria executiva sente-se incentivada a discutir as novidades.

Porém, é em tempos de crise ou em situações adversas pontuais que aparecem os desafios de se reforçar a credibilidade e as oportunidades de diferenciação. Fenômenos como a redução do disclosure, além do desaparecimento repentino do management, são tendências e riscos a serem evitados, pois podem comprometer a credibilidade da companhia com o mercado.

É por esse motivo que o Super RI concebe e desenvolve o programa de comunicação da companhia de forma integrada e com um capítulo de “administração de crises”. Tal programa é normalmente baseado em um planejamento inteligente, que considera três premissas fundamentais e mensuráveis (que requerem adequado acompanhamento pelos conselhos de administração):

1- Gerenciar as expectativas do mercado
2- Gerenciar sua base acionária
3- Gerar valor aos acionistas

Com base nessas premissas, o Super RI saberá discernir as atividades imprescindíveis na manutenção da credibilidade da companhia, como, por exemplo, a de elaborar e manter uma atividade de disclosure de informações independentemente do ciclo econômico e da qualidade dos resultados. Ao mesmo tempo que saberá ajustar o foco de seu programa de visitas e eventos (non-deal roadshows) para manutenção ou prospecção de investidores.

A realidade atual mostra que todas as empresas, assim como a macroeconomia, passam por momentos bons e ruins. Mas é a consistência do programa de comunicação financeira e o comprometimento com o mercado de capitais que vão assegurar sua credibilidade com a comunidade de investimento. Os ganhos propiciados por essas atividades apenas se refletem no médio-longo prazo.

Os melhores programas de comunicação financeira são concebidos e executados de forma individual para cada empresa. Afinal, cada companhia possui características únicas como posicionamento estratégico, forças e fraquezas, oportunidades e ameaças, liquidez, base acionária e percepção junto aos formadores de opinião (analistas e jornalistas econômicos). Não se pode confundir “programa de comunicação” com “ferramentas de comunicação”: o melhor programa de comunicação é aquele que é executado com excelência, e efetivamente impacta positivamente o mercado de capitais.

Na próxima semana vamos detalhar as metodologias de mensuração de programas de comunicação financeira, uma vez que entendemos que o Super RI deve trazer, pelo menos, três resultados tangíveis para a geração de valor aos acionistas.

 

 

23.outubro.2008

“Dia do Investidor”: imersão de analistas e investidores na sua companhia

O “dia do investidor” é uma das atividades mais produtivas e eficientes que a área de Relações com Investidores pode realizar. Essa atividade vem de encontro a duas das três principais medidas de desempenho da área: (i) administração de expectativa de analistas de sell-side; e (ii) gestão da base acionária.

Investidores e analistas têm a oportunidade de interagir diretamente com os diretores e reti-ratificar suas percepções de drivers de valor e demais informações úteis para atualização dos respectivos modelos de valuation. A companhia consegue, assim, comunicar a sua estratégia de forma abrangente e altamente favorável.

Um bom dia do investidor demanda um nível de transparência muito alto. Se a empresa não estiver preparada para essa exposição, é melhor não se arriscar.

Investidores e analistas esperam aprofundar, e muito, os seus conhecimentos num evento como esse, assim como ter uma visão extremamente detalhada do negócio, o que normalmente não é possível transmitir em apresentações que costumam durar uma hora e meia.

Os principais diretores e executivos devem apresentar as suas respectivas áreas de responsabilidade, abordando a estratégia, estrutura e os resultados esperados.

Apesar de cada área desenvolver sua própria apresentação, a área de RI deve se preocupar em consolidar as apresentações, não só do ponto de vista visual, mas principalmente de conteúdo, visando tornar as mensagens complementares e passar a visão do todo. É muito importante terminar cada uma das apresentações com as três mensagens-chave que se pretende fixar.

O dia do investidor deve ainda reforçar o contato individual entre a administração e os analistas e investidores ao longo do evento, sendo aconselhável que os diretores e gerentes seniores participem do evento todo. A coordenação geral e o treinamento dos palestrantes é ponto crítico, principalmente para aqueles que não têm contato regular com o mercado de capitais.

Os investidores e analistas esperam que surjam oportunidades para encontros informais ao longo do dia. É justamente nessas ocasiões que eles vão fazer as perguntas mais complicadas (ou interessantes), sem compartilhá-las com os demais presentes. Por isso, a equipe de RI deve incentivar a ocorrência desses contatos individuais o máximo possível por meio da organização prévia dos lugares nas mesas e apresentando diretores de áreas aos investidores e analistas que já demonstraram interesses específicos. Enfim, atuar realmente como o anfitrião, o facilitador do evento.

O Diretor de RI deve se preocupar com todos os convidados, evitando privilegiar analistas ou investidores com os quais ele já tenha mais contato e/ou que possuam maior posição acionária. Uma boa lista dos perfis dos convidados é essencial para o planejamento desses contatos.

Na organização, todo cuidado é pouco. Afinal, você está mostrando a cara da sua empresa. Esses eventos normalmente duram de um dia inteiro (podendo se estender por um segundo dia no caso de necessidade de deslocamento para visitas a fábricas, hangares, obras, centros de operação e distribuição, etc.). As visitas podem reforçar as vantagens competitivas da companhia, tais como alta tecnologia e eficiência ou liderança de mercado, sempre integradas com o tema central.

Palestrantes externos podem também participar desses eventos, incluindo clientes, especialistas do setor e associações do mercado, dependendo do foco. Isso cria valor e gera mais interesse entre os convidados, pois tendem a validar idéias e tendências, acrescentando mais objetividade e credibilidade (independência) ao evento.

A programação de um dia do investidor normalmente inclui café de manhã e almoço em grupo, além das apresentações e discussões (perguntas e respostas). Pode também se estender a atividades sociais, como golf, coquetel e/ou jantar para que os analistas e investidores utilizem bem o seu tempo (e não aproveitem para visitar o concorrente!).

A própria companhia é responsável por toda a organização e logística do evento incluindo: convites, transporte local, refeições, material de apresentação, entretenimento, e um brinde que idealmente reforce a sua marca na cabeça dos analistas.

Dependendo da intimidade que a companhia já tenha com o mercado, e do sucesso do evento, ele pode elevar o diálogo para outro nível, com efeitos positivos tanto para os investidores e analistas quanto para os diretores, que aprofundam o seu entendimento um do outro. Vale lembrar que investidores compram “management”, e essa constatação é significativamente alavancada com um “dia do investidor” bem conduzido.

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