


Rodolfo Zabisky
www.mz-ir.com
A MZ é a empresa líder na América Latina em consultoria de relações com investidores, serviços financeiros e comunicação integrada. Fundada em 1999, a empresa revolucionou o mercado focando em inovação e personalização no atendimento aos clientes. A MZ possui atualmente 200 profissionais e mais de 280 clientes em dez países. Em 2007, a Companhia conquistou dois prêmios de empreendedorismo concorrendo com empresas de todo o Brasil: Endeavor-EXAME PME (categoria inovação) e Revista PEGN-FGV (categoria crescimento). Entre os serviços prestados pela MZ destacam-se: estruturação de companhias para abertura de capital (valuation, governança corporativa, draft de prospecto, management presentation e treinamento para roadshow), planejamento e operacionalização de programas globais de relações com investidores, treinamento, inteligência de mercado (geração de valor, análises setoriais, targeting de investidores e administração de expectativas e de base acionária), assessoria de comunicação financeira/negócios, reestruturação financeira e project finance, elaboração de relatórios anuais e de sustentabilidade, teleconferências, webcasts, eventos com investidores, traduções jurídico-financeiras e publicidade legal. Adicionalmente à estrutura de treinamentos corporativos, a Companhia disponibiliza a seus clientes três programas inovadores e exclusivos: IR Global Rankings™, Divulgação Exemplar™ e Assembléias Online™.
30.outubro.2009
A sustentabilidade vem sendo inserida na agenda de diálogo de nações do mundo todo. A preocupação com o desenvolvimento sustentável das populações e melhoria de sua qualidade de vida é o foco das discussões, e já conta com uma grande quantidade de iniciativas e compromissos que guiam a atuação de governos e empresas na busca desse objetivo, como o Pacto Global e as Metas de Desenvolvimento do Milênio, ambos criados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A preservação do meio ambiente, outra parte essencial desse desenvolvimento, também é pauta constante na discussão de medidas que reduzam o impacto atual das atividades industriais e econômicas e garantam a perenidade de recursos para as próximas gerações.
Nesse sentido, as empresas têm um importante papel, como agentes transformadoras do ambiente em que se inserem. Companhias de diversos setores e portes já incorporam as necessidades e interesses de todos os seus públicos (stakeholders) - como comunidade, colaboradores e fornecedores - em seu modelo de negócios, inserindo a sustentabilidade em sua estratégia e criando um novo ponto de vista ao avaliar a performance dos negócios por meio de seu desempenho nas dimensões econômica, social e ambiental.
Com a integração do desenvolvimento sustentável à sua estratégia e atuação, surgem, cada vez mais, grandes oportunidades para o crescimento e a perenidade dos negócios das empresas.
Ao ouvir seus públicos e gerenciar seus impactos ao meio ambiente, a empresa consegue aperfeiçoar seus processos, reduzir o desperdício de recursos naturais, e com isso, se antecipar aos possíveis riscos aos quais está exposta, que passam a ser gerenciados de maneira mais eficaz, diminuindo a chance de perdas e garantindo negócios mais sólidos ao longo do tempo. Isso sem falar na redução de custos.
O bom desempenho social e ambiental também pode proporcionar grandes ganhos ao posicionamento e à expansão das empresas. Importantes bolsas de valores já criaram carteiras de ações compostas por empresas com desempenho diferenciado nas práticas de sustentabilidade, como o DJSI (Dow Jones Sustainability Index) e o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&F Bovespa).
Só nos Estados Unidos, as ações de empresas com esse perfil já atraem mais de US$ 2,7 trilhões em patrimônio de fundos SRI (Socially Responsible Investing), segundo último relatório publicado pela Social Investment Forum (SIF), organização sem fins lucrativos, em 2007. De 1995 a 2007, o patrimônio desses fundos cresceu 324%, enquanto o do universo total de fundos de investimento cresceu menos de 260%. No Brasil, com uma trajetória mais recente iniciada em 2005, já existem 12 fundos com esse perfil que em 2008 administravam um patrimônio de R$ 2 bilhões.
Além de todas essas oportunidades, a atuação estratégica para a sustentabilidade nos negócios agrega valor aos principais ativos intangíveis da empresa, como marca e reputação junto aos seus clientes, parceiros e toda a sociedade.
As práticas e ferramentas aplicadas no desenvolvimento da sustentabilidade nos negócios serão abordadas em um conjunto de cursos oferecidos pela consultoria de gestão Finanças Sustentáveis.
O primeiro curso da série “Sustentabilidade nos negócios do setor financeiro: avaliando riscos e oportunidades”, apresentará as melhores práticas e os recursos de gestão da sustentabilidade nas instituições financeiras, como os Princípios do Equador e outros conjuntos de diretrizes para aplicação nas políticas de investimento e concessão de crédito, com o objetivo de garantir um desempenho ambientalmente correto e socialmente justo dos projetos financiados.
O curso acontece em 10 de novembro, das 8h30 às 18h, no Hotel Tryp Itaim. Para saber mais e se inscrever, acesse: http://www.financassustentaveis.com.br/cursos.aspx
26.outubro.2009
Todo investidor tem o objetivo de alcançar um resultado financeiro de um determinado investimento compatível com o risco que ele está correndo. No entanto, uma diferença que é muitas vezes ignorada é o tempo que os investidores esperam realizar o seu investimento.
Alguns fundos “giram” seus portfólios com maior ou menor velocidade, investidores com maior giro e agressividade podem negociar o equivalente a todo seus ativos em apenas 6 meses, enquanto um investidor médio levaria um prazo de 18 meses e um investidor de longo prazo pode segurar um ativo por uma média de 3 anos e um investidor de private equity, as vezes em até 5 anos.
Da mesma forma, nem todos os ativos dentro de um portfólio são mantidos pelo mesmo período de tempo, os próprios administradores de recursos reservam uma parcela da carteira para um giro maior e realização de lucros no curto prazo, assim que algum movimento específico aguardado pelo gestor ocorrer. A outra parcela, que seria a aposta de longo prazo, fica então focada em companhias que ele se sente mais confortável em possuir por um período maior.
Eu tenho certeza que a maioria dos leitores imagina que o ideal para uma companhia é ser desejada como um investimento de longo prazo e possuir “investidores-parceiros”. Não é bem assim.
De fato, é importante para uma companhia que pelo menos uma parcela relevante de seus investidores mantenham-na como investimento de longo prazo, afinal esses investidores agem como importante balizador de preços em períodos de maior turbulência, minimizando a volatilidade.
Por outro lado, não é tão incomum, principalmente entre companhias menores ou com um percentual pequeno no mercado, encontrar exatamente o problema oposto. São companhias que conseguiram com muito sucesso atrair investidores de longo prazo, mas como esses investidores decidiram manter esses papéis por um prazo mais longo, a liquidez foi se enxugando até praticamente não restar mais negociação. Como liquidez é um círculo – vicioso ou virtuoso, dependendo do caso – a falta de liquidez acaba desestimulando a negociação e agravando o problema. Nesse caso, os próprios investidores de longo prazo acabam ficando sem ter como vender suas participações no mercado e acabam mantendo-as por ainda mais tempo e assim sucessivamente.
Desse modo, fica demonstrado que possuir apenas investidores de longo prazo, ao contrário do que o senso comum diria, é prejudicial para uma companhia no mercado de capitais.
Uma estimativa do mercado é que uma companhia com liquidez normal apresente uma negociação diária de aproximadamente 0,6% do total de ações no mercado. Isso significa que o equivalente ao total de ações da companhia no mercado acaba sendo negociado a cada 6 meses, o que é um período relativamente curto, ressaltando a necessidade de investidores com um giro expressivo.
Nesse sentido, aqueles investidores que rodam o portfólio com freqüência, normalmente fundos de hedge, são absolutamente benéficos para o mercado. Aliás, um dos grupos que mais giram seus portfólios no mercado é o de pessoas físicas. Apesar de responder por uma parcela menor dos ativos totais, responde por aproximadamente um quarto do volume diário da Bovespa.
Essa tem sido uma das principais razões pela qual um grande número de companhias, particularmente aquelas que precisam aumentar sua liquidez, procura atrair esse segmento para sua base de acionistas e sua importância tende a continuar crescendo no planejamento e no foco das áreas de relações com investidores.
16.outubro.2009
A divulgação de dados financeiros em XBRL não deve ser encarado como algo de importância somente para a área de tecnologia e de compliance das empresas. Na verdade, como disse Michelle Savage, da XBRL US em entrevista recente, o consórcio não governamental responsável pela padronização dos reports financeiros nos Estados Unidos “é uma excelente oportunidade para a área de RI atingir mais investidores, além de permitir que a empresa tenha o controle de como os investidores e sellsides irão receber e analisar suas informações financeiras”.
“O XBRL aumenta a exatidão dos dados que a empresa está enviando ao mercado além de tornar mais rápido o processo de comparação dos dados. Normalmente quando os RIs tem um background financeiro ou de comunicações, tendem a ver o XBRL como algo da “área de tecnologia”, mas na verdade o XBRL é uma ferramenta de comunicação com o mercado, analistas e investidores e, portanto, deve ser também uma responsabilidade da área de Relações com Investidores.”
Alguns profissionais de relações com investidores ainda consideram o XBRL apenas mais um padrão de reporte dos dados financeiros, enquanto seu real objetivo é promover a transparência, velocidade da divulgação, análise e exatidão dos dados, além de ser uma forma de democratizar o acesso a informação. Vejamos:
• Democratização: qualquer investidor com acesso a um editor de planilhas e um simples “plug-in xbrl” terá acesso aos dados de forma interativa, estrutura que hoje, somente grandes investidores institucionais possuem.
• Transparência: a taxonomia padroniza a contabilidade e reduz a quantidade de alterações e extensões nas contas contábeis, facilitando a comparação entre pares e mesmo entre empresas de setores diferentes ou de países diferentes.
• Exatidão: o processo de conversão em si confronta dados dos demonstrativos e destaca erros de preenchimento que nem sempre são pegos no momento de elaboração do report financeiro.
• Maior rapidez : o tempo de manipulação dos dados para gerar algo comparável reduz drasticamente, ajudando e muito o trabalho dos analistas e investidores que, até por isso, irão demandar este serviço das empresas.
Além disso o XBRL coloca as empresas menores no mesmo patamar das grandes. “Ao padronizar a forma de divulgação, os dados destas empresas se tornam mais transparentes, mais fáceis de comparar. As companhias menores sempre tiveram dificuldade em aumentar sua cobertura, pois o processo de analisar seus dados vis a vis o interesse pelas mesmas era muito caro. Agora, isto ficará mais fácil” diz Savage. “O melhor do XBRL é a possibilidade de comparar facilmente os dados de uma companhia no Brasil com os de outra na Califórnia, utilizando a mesma linguagem e formato dos dados”- completa ela.
As Companhias brasileiras listadas na NYSE / NASDAQ já começaram a efetuar seus arquivamentos na SEC em XBRL com a ajuda da MZ. Isso se aplica ao USGAAP e em breve ao IFRS. As demonstrações financeiras de 2011 de todas as empresas que possuem programas de ADR nível II e III deverão ser disponibilizadas também no padrão XBRL.
Atualmente a MZ Consult faz parte do Grupo XBRL do CFC, que submeteu a versão preliminar da taxonomia em BR GAAP para aprovação internacional da XBRL Organization para que, em breve, todas as Companhias possam adotar o XBRL e atender as exigências que certamente virão dos principais analistas e investidores internacionais.
Se você quiser saber mais sobre XBRL nos consulte no telefone (11) 3529-3769.
13.outubro.2009
A maioria dos artigos sobre relações com investidores discorre sobre melhores práticas, inteligência de mercado, posicionamento da companhia e outros assuntos de maior valor agregado. No entanto, conforme vai se intensificando o número de divulgações não custa ressaltar algumas das coisas básicas para uma divulgação bem sucedida.
Se normalmente ressaltamos a importância da mensagem e das explicações é porque tomamos como princípio básico que os números apresentados estão corretos. Não estou comentando eventuais fraudes, visto que ninguém precisa de uma coluna para lembrar que uma fraude não é uma boa prática, estou comentando eventuais erros legítimos, decorrentes de falha de digitação, erro de fórmulas ou mesmo falta de atualização.
Esse tema pode parecer irrelevante de tão simples, mas não é. Na verdade, é tão complexo que foi objeto da Regulamentação Sarbanes-Oxley – seção 404, onde se determina que as companhias devem analisar seus processos de divulgação e certificá-los, apontando possíveis fontes de erro e ações para mitigar ou eliminar esses riscos.
Vale destacar que entram como possíveis fontes de erros que devem ser corrigidas todos os processos dependentes de processos humanos, como a atualização manual de planilhas. Essa parte da legislação gerou um esforço formidável – e custo similar – das companhias listadas nas bolsas americanas e seus consultores (geralmente as empresas de auditoria) para adequar seus processos à regulamentação em questão, demonstrando que não é uma questão banal.O mesmo esforço deveria ser realizado não apenas no processo contábil, mas também no próprio processo de RI.
Como o processo de construção de releases de resultados costuma depender de planilhas e em alguns casos essas planilhas sequer possuem fórmulas, sendo os valores inseridos manualmente, existem alguns riscos relevantes.
Alguns erros são comuns a diversas companhias e são evitados com maior confiabilidade quando os materiais são preparados com antecedência que permita adequada revisão.Esses erros ocorrem por diversos motivos como erros em fórmulas das planilhas – gerando somatórios inconsistentes ou variações percentuais erradas, digitação incorreta – trocando um número ou mesmo multiplicando um resultado por 10 quando erra-se a posição da vírgula, entre outros.
No entanto, o erro mais comum é a falta de atualização, principalmente em releases que sofrem diversas modificações, gerando inconsistências entre tabelas e texto (uma vez que é mais fácil checar tabelas do que os números ao longo do texto) ou entre a versão em português e a em inglês, o que gera uma falha grave de comunicação ao divulgar dados diferentes para mercados diferentes.
Outro erro comum é a “inconsistência histórica”, ou seja, os resultados estão todos certos no release ou ITR do trimestre, mas a informação histórica não bate com a previamente divulgada. Muitas vezes isso não é propriamente um erro, mas sim resultado de um ajuste realizado posteriormente, mas algumas companhias não ressaltam e explicam esses ajustes, tratando-os como se fossem os mesmos divulgados anteriormente.
Finalmente, existe o erro mais grave, que foge ao próprio escopo de RI que é quando a informação produzida pela própria contabilidade apresenta erros. Apesar de ser menos freqüente, pode-se estimar que até 1% dos casos, a primeira versão de números que chega para o RI apresenta inconsistências graves, como o lucro líquido na demonstração de resultado diferente daquele do fluxo de caixa ou o caixa deste ser diferente daquele do balanço patrimonial.
O RI de uma companhia também é responsável pelo número que disponibiliza, afinal, é sua credibilidade que está em jogo. Pouco importa se o erro veio da contabilidade ou não, todos os números devem ser checados, nos textos, nas tabelas, no histórico, nas línguas em que foi produzido, sem deixar espaço para erro, antes de ser enviado.
2.outubro.2009
Investor Day – Como organizá-lo de forma eficiente
Uma das atividades mais in¬teressantes que a área de Relações com Investidores pode realizar é organizar um Investor/Analyst Day.
Os analistas, por um lado, tem a oportunidade de conhe¬cer pessoalmente a diretoria e coletar uma ampla gama de informações, além da possibilidade de estreitar o relacionamento com o management da empresa. E a companhia, por sua vez, consegue comunicar a sua estratégia de forma abrangente e favorável.
Um bom Dia do Investidor exige um nível de transparência muito alto. Os analistas esperam apro-fundar, e muito, os seus conhe¬cimentos num evento coma esse, assim como ter uma visão extremamente detalhada do negócio, o que normalmente não é possível transmitir em apresentações que costumam durar uma hora e meia.
Os principais diretores e executivos devem apresentar as suas respectivas áreas de atuação abordando a estratégia, estrutura e os resultados esperados.
Apesar de cada área ser responsável pelo desenvolvimen¬to de sua própria apresentação, a área de RI deve se preocupar em consolidar as apresentações, não só do ponto de vista visual, mas principalmente de conteúdo, visando unificar as mensagens complementares e passar a visão do todo.
O investor Day deve ainda reforçar o contato indivi¬dual entre a administração e os analistas ao longo do evento, sendo aconselhável que as pes¬soas-chave da empresa partici¬pem de sua totalidade. Por isso, o treinamento dos palestrantes é critico, principalmente da¬queles que não tenham contato regular com os investidores.
Os analistas esperam que surjam oportunidades para encontros informais ao longo do dia. E justamente nessas oca¬siões que eles vão fazer as per¬guntas mais complicadas. Por isso, a equipe de RI deve pla¬nejar ao máximo os contatos individuais da alta hierarquia, definindo lugares nas mesas antecipadamente, apresentan¬do diretores de áreas aos ana¬listas que já demonstraram in-teresses específicos, enfim, atuar realmente como um anfitrião.
O diretor de RI deve se pre¬ocupar com todos os convida¬dos, evitando privilegiar ana¬listas ou investidores que já te¬nham mais contato com o ma¬nagement. Uma boa lista dos perfis dos convidados a essen¬cial para o planejamento des¬ses contatos.
Na organização, todo cui¬dado e pouco. Afinal, você esta mostrando a cara da sua empresa. Esses eventos nor¬malmente duram de um a três dias e a programação depende do que cada empresa quer apresentar. Visitas a centros de operações ou de distribui¬ção e a fabricas podem de¬monstrar as vantagens compe¬titivas da sua empresa, tais co¬mo alta tecnologia e eficiência ou liderança de mercado, entre outras, sempre integradas ao tema central.
Palestrantes externos parti¬cipam desses eventos com freqüência, incluindo clientes, especialistas do setor e asso¬ciações do mercado, depen¬dendo do foco. Podem e de¬vem atuar como uma valida¬ção externa das idéias a serem transmitidas pela empresa, acrescentando objetividade e credibilidade ao evento.
A programação e os convites devem ser feitos com antecedência, principalmente se a idéia é trazer investidores do exterior. Para que eles possam conciliar agendas, logística de vôos internacionais, vistos, etc, é aconselhável convidá-los com pelo menos 4 meses de antecedência. Como exemplo, algumas empresas fazem os convites no começo do ano para seu Investor Day que acontecerá somente em novembro.
A empresa é responsável por toda a organização e logística do evento incluindo: convites, transporte local, refeições, ma¬terial de apresentação, entrete¬nimento e hospedagem.
O Custo de um Dia do Inves¬tidor depende muito da programação e pode ser muito caro. Mas trata-se de um investimento no relacionamento empresa- mercado e, como todo in¬vestimento, as perspectivas para o retomo devem ser cui¬dadosamente avaliadas.
Um evento desse porte bem realizado pode elevar o diálogo com o mercado para um outro patamar com efeitos positivos tanto para os investidores e analis¬tas quanto para o management, que aprofundam o seu enten¬dimento um do outro. Maior conforto com a diretoria e uma compreensão detalhada da empresa podem se tornar fatores decisivos na hora de investir.
25.setembro.2009
A adoção do Período de Silêncio é muito bem vista pela maioria dos investidores e analistas e considerada uma boa prática de governança corporativa entre as empresas de capital aberto. Ao formalizar que, durante sua vigência, a área de RI não falará com o mercado sobre nenhum assunto relativo a divulgação de resultados, o período de silencio tem o propósito de impedir que informações relevantes sejam disponibilizadas de forma privilegiada.
Apesar das vantagens que o período de silêncio traz para os investidores, ainda há controvérsias entre as empresas brasileiras em relação à adoção deste.
Tais controvérsias podem ser percebidas em uma pesquisa, realizada com 40 empresas nacionais listadas, pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI). Segundo a pesquisa, 56% destas não adotam formalmente a medida. Os motivos citados para tanto foram diversos, tais como “perda de oportunidade de captar novos investidores”, “não impede, “per se”, o vazamento involuntário de informações” e que “pode interferir com a política de comunicação da empresa com o mercado. Por outro lado, 44% a adotam formalmente e acreditam que a medida é eficaz em todos os itens citados anteriormente.
As dúvidas quanto à medida e sua adoção, levaram o Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado (CODIM) a elaborar e publicar, no último dia 22 de Setembro, um pronunciamento de orientação ressaltando a importância do período de silêncio como uma boa prática de governança corporativa e estipulando regras sobre como as empresas devem adotá-lo, visando a equidade na transmissão de informações ao mercado.
De acordo com o pronunciamento, que pode ser lido na íntegra clicando aqui, as empresas devem, por exemplo, passar a divulgar ao mercado e colocar no seu site, em lugar de fácil acesso, se usa ou não o Período de Silêncio antes da divulgação de resultado e quais as suas características. Além disso, devem deixar essas informações claras também nos comunicados ao mercado referentes as teleconferências de resultado.
A orientação do CODIM também trata da manipulação de informações privilegiadas, solicitando às empresas que estabeleçam claramente o que pode e o que não pode ser divulgado durante este período em sua Política de Divulgação de Informações ao Mercado, mantendo absoluto controle sobre estas informações. Caso haja um vazamento involuntário, a CVM deve ser imediatamente informada e a empresa tem o dever de divulgar estes dados ao mercado o mais rápido possível.
A MZ sempre acreditou e aconselhou seus clientes a adotar o período de silêncio por acreditarmos que este tipo de medida traz mais credibilidade a companhia além de permitir que todos os agentes do mercado tenham acesso igualitário as informações e, portanto, vemos com muito bons olhos a iniciativa do CODIM de recomendá-lo fortemente e de padronizá-lo, a fim de dirimir as dúvidas que haviam sobre o assunto.
É uma prática que deve ser paulatinamente adotada pela grande maioria das empresas listadas e serve para aumentar ainda mais a credibilidade do mercado de capitais brasileiro.
18.setembro.2009
Os sites de RI são muito importantes por serem uma peça chave na comunicação das empresas abertas com seus investidores atuais e futuros. Considerando esse fato, as companhias deveriam utilizar todo o potencial de seus sites de RI, fornecendo o máximo de informação possível para transmitir a transparência corporativa a sua audiência target. A avaliação do IRGR e seu o ranking anual tem como ponto central identificar maneiras que as empresas participantes possam utilizar para aperfeiçoar sua transparência corporativa. Uma das análises realizadas consiste em verificar como os preços das ações são disponibilizados nos sites de RI.
Há diversas maneiras de se fornecer essa informação, entretanto, idealmente essa informação deve estar disponível em gráficos interativos de ações (ou gráficos dinâmicos de ações). Os resultados do IRGR 2009 mostraram que mais de 70% das empresas da América da Norte possuíam gráficos interativos de ações, enquanto mais de 50% das empresas Européias tinham esse mesmo gráfico em seus sites de RI. Também, verificou-se que as empresas da América do Norte são as que possuem as melhores versões de gráficos interativos de ações que incluem ferramentas que permitem o usuário fazer comparações das ações da companhia com o preço das ações de seus pares, além de comparações de como específicos eventos podem ter afetado a performance da ação.

Gráficos interativos podem realizar diversas ações que não estão disponíveis num gráfico básico. Segue abaixo alguns exemplos de como a sua companhia pode tornar essa ferramenta interativa útil:
1. Crie um gráfico que explique qualquer mudança drástica no preço ou volume da ação. Para isso ser feito, o usuário deve conseguir visualizar os eventos corporativos que ocorreram num determinado período ou dia ao simplesmente passar o cursor do mouse sobre o gráfico. O gráfico deve incluir as seguintes informações: follow-on, dividendos, divulgação de resultados e arquivamentos na SEC, negociações de capital etc.
2. Permita a comparação da performance da ação da sua empresa com a ação de seus principais pares/indexes.
3. Deixe o usuário gerar gráficos no período de sua escolha. A comparação do preço das ações em diversos períodos é muito bem visto pelos investidores, pois esta comparação os permite ter um melhor discernimento da direção da ação no futuro. É muito mais fácil determinar o direcionamento de uma ação olhando sua tendência num período de tempo, junto com o volume total gerado durante o dia em relação ao fechamento.
14.setembro.2009
Findo o período de divulgação do 2T09, as empresas abertas que tiveram, desde o começo do ano, que adequar seus procedimentos contábeis as novas exigências da lei No 11.638, de alinhamento contábil ao IFRS, e, dada a proximidade das divulgações do 4T08, 1T09 e 2T09, um período de adaptação complexo e que consumiu muito tempo, é hora de aproveitar o período de entressafra para se programar para que não haja tanta correria, nem “surpresas” durante o processo das próximas divulgações.
A seguir, uma série de dicas que podem facilitar o desenvolvimento deste processo:
1. Feche os números o mais rápido possível. Mesmo que não sejam os números finais e auditados, é importante ter dados confiáveis bem antes da divulgação de forma que o RI já possa começar a trabalhar no MD&A, identificar pontos críticos e conseguir as respostas e definições necessárias bem antes dos dias de correria que antecedem a divulgação.
2. Os auditores devem ter plena ciência da data que a companhia deseja divulgar e a data deve ser necessariamente estabelecida pela companhia e não pelo auditor. Crie uma estrutura de prazos que devem ser seguidas a risca (dentro da realidade operacional da empresa), de envio de dados e de recebimento dos números auditados.
3. Escolha uma data da divulgação que dê a maior exposição possível a sua empresa. Por exemplo, companhias como Petrobrás, Vale do Rio Doce e outras de grande porte costumam atrair a atenção não apenas dos analistas que cobrem o papel, mas também de analistas de setores correlatos. Portanto, ao escolher a data para realizar a divulgação e teleconferências da sua empresa, é importante saber quando este tipo de empresa que atraí a atenção de todo o mercado e suas empresas pares marcaram seus respectivos eventos e evitar sobreposição.
4. Se possível se organize para não divulgar nos últimos dias. Em primeiro lugar, um enorme número de companhias não consegue fechar seus balanços antes do prazo limite e acabam divulgando seus resultados na data limite estabelecida pela CVM, ou seja, 45 dias após o término do semestre. Isto significa que a teleconferência de sua empresa, além de estar disputando a atenção de analistas, investidores, jornalistas e do mercado em geral, será acompanhada por um público que, até pelo excesso de divulgações naquele período, não teve tempo hábil para analisar seus resultados a fundo.
5. Uma outra dica seria analisar as divulgações dos balanços em IFRS de empresas pares aqui e no exterior. Eventualmente a solução para aquele ponto de discussão “X” que fez com que a auditoria demorasse para aprovar os números por não estar bem certa se tal item deveria entrar como despesa ou custo, pode ser encontrada por lá.
8.setembro.2009
Estão abertas as inscrições para o IR Global Rankings 2010. A MZ promoveu, no dia 1º de Setembro, sua teleconferência para discutir a 12ª edição do IR Global Rankings. Algumas mudanças foram introduzidas nessa edição, com o intuito de tornar o processo de benchmarking mais amplo e ao mesmo tempo permitir a elaboração de estudos de referência mais abrangentes. O replay dessa teleconferência pode ser acessado no banner “webcast” no site www.irglobalrankings.com.
O IR Global Rankings é uma avaliação técnica feita pela MZ há 12 anos, envolvendo quatro tópicos essenciais relacionados à atividade de Relações com Investidores: Website de RI, Financial Disclosure, Governança Corporativa e Relatórios Anuais On Line. O processo conta com o apoio da Arnold & Porter, Demarest & Almeida, Barbosa, Mussnich & Aragão, Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga, The Bank of New York Mellon, NYSE Euronext, Bloomberg e a Corporate Asia Network, e tem a participação de empresas listadas em todas as partes do planeta.
Contrapondo-se a maioria dos rankings semelhantes que dependem exclusivamente de pesquisas de opinião com um determinado grupo de investidores e analistas, o IR Global Rankings é o único que se baseia não só na opinião dos agentes de mercado, mas também em uma vasta gama de critérios técnicos.
Os critérios utilizados para cada um dos itens avaliados são resultado da vasta experiência da MZ nos assuntos relacionados a Relações com Investidores e podem ser encontrados no site do IRGR. É importante ressaltar a transparência do processo de avaliação que tem a revisão de um comitê independente, liderado pela KPMG e com a presença dos escritórios de advocacia, parceiros na elaboração do IRGR.
As companhias com melhor classificação são premiadas - as cerimônias acontecem em quatro locais diferentes do mundo no início de cada ano - e os vencedores recebem ampla publicidade, através de press releases distribuídos nos canais de notícias financeiras e nos canais próprios de comunicação como o site do IRGR, mailings direcionados e a IR Magazine. A última edição do IRGR contou com mais de 160 empresas de 32 países diferentes.
Se você quiser saber mais detalhes sobre o processo de avaliação do IRGR 2010 e os estudos personalizados que estamos oferecendo nesta edição, acesse o site www.irglobalrankings.com ou ligue para (11) 3529-3777.
28.agosto.2009
O principal intuito do MD&A - Management’s Discussion and Analysis é fornecer informações adicionais para o investidor tomar sua decisão de investimento, compensando a falta de detalhamento das demonstrações financeiras no tocante à demonstração de resultados. Nos EUA, a SEC determinou em 1980 a exigência de MD&A nos relatórios anuais das companhias de capital aberto com o objetivo de explicar de uma maneira consistente e clara os principais aspectos das operações da Companhia.
Muitas companhias divulgam MD&A em seus relatórios trimestrais e não somente no relatório anual. Espera-se de um bom MD&A que disponibilização das informações se dê de uma forma transparente e narrativa e permita os investidores a identificarem as tendências futuras da empresa por meio dos olhos dos administradores da empresa, mostrando como estas tendências podem vir a afetar as operações da companhia.
Abaixo um passo-a-passo para auxiliar as empresas a identificarem quais são as informações que devem ser incluídas em seus MD&A.
1. Foco no Grau de Relevância da Informação
Investidores deveriam ser capazes de entender as implicações e a importância de saber as tendências e as incertezas que decorrem durante o período de revisão. As empresas devem apresentar uma visão equilibrada da dinâmica subjacente ao negócio, incluindo descrições e exemplos de sucesso e falhas significantes. O disclosure não deve enfatizar (ou se for apropriado deve excluir) as informações sem relevância, ou seja, as informações muito complexas que não auxiliam no entendimento da empresa.
2. Focar nos Indicadores Financeiros Chaves e no Desempenho Operacional da sua Empresa
O MD&A deve:
a) Detalhar como a empresa gera caixa e realiza lucro;
b) Explicar os impactos econômicos e operacionais relevantes para Companhia;
c) Explicar o modelo de negócio da empresa e os principais produtos e serviços;
d) Analisar as oportunidades, os riscos e desafios que a empresa enfrenta e apontar como os administradores planejam enfrentá-los.
e) Limitar a quantidade de jargões que poderiam servir para qualquer empresa do setor, sendo bem específico sobre as oportunidade e incertezas que afetam sua companhia e como elas poderiam afetar os resultados financeiros da sua empresa.
3. Explicar a Política de Contabilidade
As Companhias devem explicar os pontos relevantes de sua política de contabilidade e apontar as estimativas e julgamentos que são parte do registro financeiro. Além disso, é uma boa prática fazer uma sensitivity analysis determinando a gama de possíveis resultados, mesmo com uma remota possibilidade, enumerado as condições e circunstâncias específicas que poderiam levar a um desses resultados alternativos, assim os usuários podem entender a probabilidade de tais ocorrências.




